Archive for julho, 2010


A VENDA DA FÉ


MARKETING RELIGIOSO – A VENDA DA FÉ

Meus fiéis leitores, eu tomei para mim uma espinhosa empreitada, de analisar as técnicas de marketing envolvendo a espiritualidade. Confesso-vos que melhor seria pôr-me a falar sobre a comercialização de produtos e serviços, deixando a espiritualidade a salvo dos truques comerciais. Mas, a religião e a fé têm recebido uma roupagem de tal forma modernizada como produtos de consumo, que decidi ousar penetrar nessa área de comércio.

Começo dando ao marketing a sua definição mais bem aceita na área dos negócios – a comercialização. Os especialistas não consideram o marketing como o simples ato de fazer comércio ou, como muitos acreditam ser, a técnica de vender um produto. Na visão desses estudiosos dos negócios, fazer comércio é vender e a técnica para vender é a propaganda. Mas, o marketing é muito mais, começando bem antes da criação do produto e se perpetuando depois dele ser vendido, para que se mantenha a sua imagem de qualidade.

A realidade que esses especialistas de marketing se negam a aceitar é que há um resíduo antiético que não pode ser eliminado e que se faz presente nas atividades do marketing. Estou referindo-me ao fato de que se aplica o marketing para se promover qualquer produto, o bom e o mau, o útil e o inútil, o sadio ou o maléfico.

As empresas de marketing são contratadas para vender um produto ou um serviço, e poucas se dão ao trabalho de avaliar os efeitos provocados pelo seu consumo, ainda mais se a verba envolvida no negócio é considerada irrecusável. E isso também vale para um aparentemente ingênuo marketing que vem sendo utilizado no mundo espiritual.

A tendência humana de querer convencer a todo mundo que aquilo em que se crê é o melhor tem sido a razão principal do aperfeiçoamento das técnicas de marketing para a venda do produto fé, ou embalado com mais sofisticação e vendido como religião.

A história nos fala das ações dos padres jesuítas na catequese dos índios. Conta essa mesma história, a respeito das práticas de nações guerreiras que, depois de invadirem terras e dominarem seus povos, impunham às regiões conquistadas suas crenças à força, destruindo templos e profanando locais sagrados. Uns eram mais sutis, outros mais violentos, mas a intenção não era outra senão impor novas crenças a quem já possuía as suas.

O mundo tornou essas práticas mais civilizadas, mas não menos cruéis, e o marketing tem tomado o lugar da espada e do fuzil, no processo de interferir nas crenças alheias, vendendo a fé e a religião como produtos de consumo. As armas mudaram, porém a crueldade é a mesma, mesmo disfarçada por imagens e palavras, por intimidações e promessas e por farsas e mentiras.

O marketing engana, pois ele não tem o comprometimento com a ética ou com a verdade. Essa minha afirmativa é polêmica, eu reconheço, mas é autêntica. O marketing se propõe a vender a imagem de um produto ou de um serviço, e para tanto a campanha publicitária fará de tudo para que o seu consumo aumente, mesmo que a peça publicitária induza ao vício, à ingestão equivocada de alimentos ou a atitudes ambientais inadequadas. Aumentando o consumo, o marketing obteve sucesso.

As igrejas concorrem entre si de uma forma ridícula e desprovida de bom senso, na tentativa de comprovar que suas mensagens são as mais verdadeiras ou mais eficazes, e só elas poderão levar o fiel ao reino do céu. E com esse fim, as mais absurdas afirmações são ouvidas e muitas atitudes condenáveis são observadas, por parte dos líderes religiosos e de seus seguidores.

Os canais de televisão e as ondas radiofônicas estão ocupados por religiões que disputam a fé dos crentes, como se somente uma ou outra salvasse a alma daqueles pobres pecadores. A mídia é cara e exige elevados recursos financeiros para cobrir a demanda do marketing religioso. E quem paga a conta é o pobre coitado que se julgando perdido, sacrifica o pouco que tem, para se salvar.

O marketing faz apenas a sua parte, sem tomar partido desta ou daquela crença, cria programas atrativos, elabora campanhas anuais e induz as frágeis almas a seguirem por este ou aquele caminho. O marketing não discute a essência da mensagem, mas é apenas responsável pela superficialidade do engodo. Quem cair na teia, por ingenuidade ou fraqueza, terá feito a sua opção de fé.

O mesmo acontece com uma campanha para o lançamento de um novo produto, não há muita diferença. Aliás, para os criadores das agências, não há diferença alguma, desde que a campanha resulte no sucesso das vendas. Se a religião salva ou condena não importa, desde que os templos passem a atrair mais fiéis e que as gordas verbas publicitárias possam ser arrecadadas e pagas nas datas de vencimento.

O marketing é um indutor de crenças, um criador de necessidades e um provocador de ações. Se usadas para o bem essas técnicas seriam ferramentas perfeitas para despertar o verdadeiro sentido da fé e das atitudes religiosas. Mas, não é a busca da fé que inspira o marketing religioso, mas a catequese dos que possuem outras crenças, ainda que eles tenham fé naquilo que crêem.

O marketing provoca o aumento do consumo, e quanto mais crescerem as vendas, maiores serão os lucros das empresas fabricantes e dos empresários do marketing. No marketing religioso não há muita diferença dessa realidade comercial, pois a fé é tratada como produto e os templos como prestadores de serviços. Se a igreja receber mais fiéis, ainda que escândalos comprometam a idoneidade dos seus ministros, a igreja estará crescendo e tendo sucesso.

Os fiéis ligam o rádio e a TV acreditando que a sua religião, e somente a sua, poderá curá-los de suas doenças ou misérias. As religiões utilizam o marketing para denegrirem a imagem das concorrentes, como se somente algumas determinadas igrejas detivessem o direito e o poder de ensinar em nome de Deus.

O produto dessas instituições é Deus, que é vendido como solução de todos os problemas. É bem verdade que por ser a figura do Pai mais difícil de ser utilizada pelo marketing do que a do Filho, as religiões preferem apegar-se ao Filho para promover os seus produtos de fé. O Filho tem um apelo mais popular, e as igrejas se apegam a seus poderes crísticos para promover as suas curas e seus milagres com muito maior facilidade.

Agora, pensando bem, meus fiéis e espiritualizados leitores, será que Deus, Jesus e outros tantos Mestres que deixaram suas doutrinas espalhadas pelo mundo precisam de marketing? As igrejas com seus padres, pastores, rabinos e outros tantos e muitos líderes precisariam entrar em concorrência para vender seus produtos de fé? Os templos não deveriam ser os locais sagrados onde se celebrariam a harmonia e a paz entre os fiéis?

Quando me ponho a pensar nessas tantas e tão diversificadas crenças e religiões, não posso entendê-las senão como apenas a necessidade de uma linguagem espiritual diferenciada, necessária pela diversidade de hábitos e costumes dos povos. Como aceitar as guerras religiosas ou guerras santas? Como admitir que uma religião tenha a pretensão de ser melhor do que a outra, e que tente catequizar para a sua fé os seguidores da outra?

Diante de tanta incoerência, lembro-me da indignação de Paulo, quando uns diziam ser seus seguidores e outros de Pedro. Paulo perguntava se Deus estaria dividido, se o Cristo poderia ser repartido entre os que pregavam a sua doutrina.

A sorte de Paulo é que ele podia lidar com esses conflitos falando de boca a ouvido, em cada cidade que visitava, sem a interferência da mídia, sem o marketing dos romanos ou dos sacerdotes judeus.

O mundo está caminhando para uma inexorável divisão – de um lado, os que crêem na sua fé interior, e do outro, os que buscam de templos em templos os milagres das religiões. E sob esse aspecto, o marketing presta um enorme desserviço à espiritualidade da criatura humana, por maquiar as verdades e entregar ao consumo as falsas mensagens de salvação.

Deixo-vos esta mensagem final, meus pacientes leitores, de que o marketing não é um bom conselheiro, para as nossas febres de consumo. Ele nos induz aos erros, ele nos vende gato por lebre e se regozija da nossa ingenuidade. E quando isso atinge o campo espiritual, os efeitos são danosos à alma e podem custar algumas reencarnações sofridas, antes de se retomar o progresso espiritual.

Gilberto Gonçalves

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Os corpos de um ser humano

A personalidade humana , animada pelo fenômeno chamado vida, é manifestada através de um conjunto de estruturas chamadas “corpos”, conhecidos desde a mais remota antigüidade, estes corpos , são em número de sete.

1 – CORPO FÍSICO – É a parte mais conhecida é estudada pala ciência oficial e é o veículo mais grosseiro. Também chamado de Soma.

O corpo físico ou corpo somático é o veículo de expressão de um espírito com o mundo material. É constituído por energia condensada, isto é, energia que vibra em baixíssima freqüência.

Este corpo é reflexo direto do corpo espiritual. Assim, qualquer desequilíbrio no corpo astral, o corpo físico refletiria através de doenças, desequilíbrios mentais, desequilíbrios orgânicos, gastos energéticos excessivos, etc.
O corpo físico é constituído de órgãos que compõe vários sistemas, temos, então, o sistema respiratório, digestivo, ganglionar, etc.

Todo este organismo consome energia e é mantido através de processos respiratórios e alimentares, pelo lado material. Pelo lado espiritual este organismo físico é mantido pelo corpo astral, que envia-lhe energias sutis, através dos chacras ou centros energéticos.

O corpo físico é a manifestação física do espírito, seu padrão vibratório, seu carma e sua condição evolutiva. É através do vaso carnal, que o espírito encarnado expressa a sua personalidade espiritual, limitada pelo impositivo material, ela tem campo restrito de expansão espiritual. A mediunidade e seus fenômenos propiciam certa ampliação nas percepções do espírito encarnado.

2 – DUPLO ETÉRICO, O segundo veículo é sede dos PLEXOS e responsável pelos automatismo vitais, verdadeira usina geradora de energias.

O Corpo Etéreo ou Duplo Etérico é o corpo constituído de material semi-físico e semi-espiritual, isto é, é constituído de substâncias espirituais materializadas e substâncias físicas sutis.

Ele existe como ponte ou elo de ligação entre os corpos material e espiritual, codificando e decodificando ou materializando e espiritualizando as energias que se movimentam entre os dois planos, o físico e o espiritual.

Este corpo é formado no momento exato da fase inicial da reencarnação de um espírito e é destruído momentos após o desencarne de um espírito.

Seguindo Leis Universais Espirituais, em que todo elemento físico tem a sua contrapartida espiritual, o Duplo Etérico é a contrapartida do corpo físico.

O Corpo Etéreo efetua a de ligação através de centros energéticos denominados Plexos, que nada mais são que cópias semi-materializadas dos Grandes Chacras. O número de Plexos, portanto, é idêntico ao dos Grandes Chacras, isto é, sete.

Os Plexos atuam diretamente no corpo físico através dos órgãos físicos e seus sistemas (digestivo, coronário, cerebral, sexual, glandular, entre outros).


3 – O terceiro veículo é conhecido como CORPO ASTRAL OU Perispírito. Além de servir de molde para a construção do corpo físico, é a sede das emoções . Recebe e executa os impulsos programáticos e delineadores, oriundos das memórias pretéritas visando o reajuste dos propósitos e ações da criatura dentro do que determinam os princípios evolutivos, atendendo a necessidade individual de cada ser.

Assim, o perispírito é moldado pela vontade e/ou capacidade que o espírito tem, mas o ambiente em que se encontra também influenciará este molde.


Este corpo é capaz de manifestar, energeticamente, o padrão mental do espírito no corpo físico, somatizando tais estados consciencionais. Razão essa que explica que determinadas doenças ou defeitos físicos possam aparecer em uma pessoa

O corpo astral além de ser constituído energeticamente por material astral disponível moldado pela mente de um espírito, possue um complexo sistema de controle energético denominado de Chacras.


Os Chacras são espécie de rodas energéticas receptoras e emissoras de energia. Tais rodas são verdadeiros poros energéticos existente num perispírito e que são responsáveis, portanto, pelas trocas de energia entre o espírito e o ambiente em que ele se encontra.


Os Chacras pulsam energias de acordo com o padrão vibratorial de um espírito, atraindo ou repelindo energias


O corpo astral possui um conjunto de Grandes Chacras e Chacras menores. Para efeito didático, será abordado apenas o conjunto dos principais chacras, que são em número de sete. Os chacras estão posicionados em pontos específicos do corpo astral e cada um deles está ligado a uma côr padrão

Chacra……………………Localização………………………..Cor

Coronal (Coroa)……………..No topo da cabeça…………………………Dourada, Branca e lilás

Frontal (terceiro olho)……No meio da testa…………………………..Azul

Laríngeo………………………..No meio do pescoço……………………….Azul Claro

Cardíaco………………………..Na região do coração……………………..Verde

Gástrico…………………………Na região do estômago………………….Amarela

Esplênico……………………….Na região do umbigo……………………..Laranja

Básico ou Sacro……………..Na região do pubis…………………………Vermelha

4 – O quarto corpo é conhecido como CORPO MENTAL INFERIOR. É o detentor dos atributos dos cinco sentidos e da intelectualidade.

5 – O quinto corpo é o CORPO MENTAL SUPERIOR. É o” senhor ” da vontade e da imaginação.

6 – O sexto corpo é o CORPO BÚDICO. É o grande banco de dados da consciência, onde estão armazenados bilhões de anos de experiência vivenciadas pelo Espírito eterno É no corpo BÚDICO que acontece a elaboração , triagem, seleção e delineamento dos rumos que devem ser seguidos e vividos pela parte encarnada.


7 – O sétimo corpo é o CORPO ÁTIMO, MÔNADA OU CENTELHA DIVINA, é o principio , semente e motor da vida. A “alma”.

Algumas doutrinas e escolas espirituais aceitam ou abordam somente a existência de três corpos, o físico, o espiritual e a alma.

Chegaram pois a Jerusalém. E havendo entrado no templo, começou a lançar fora os que vendiam e compravam no templo; e derribou as mesas dos banqueiros, e as cadeiras dos que vendiam pombas; e não consentia que qualquer transportasse móvel algum pelo templo. E ele os ensinava, dizendo-lhes: Porventura não está escrito que a minha casa será chamada casa de oração entre todas as gentes? E vós tendes feito dela covil de ladrões. O que ouvindo os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, andavam excogitando de que modo o haviam de perder, porque todo o povo admirava a sua doutrina, e tinham medo dele. (Marcos, XI: 15-18: e semelhante em Mateus, XXI: 12-13).

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Mateus 7:15-20
Já se alertava sobre este dois tipos de aproveitadores da fé alheia. Pessoas inescrupulosas que, em “nome de Deus”, se arvoram de os representantes divinos e arrancam o dinheiro dos desavisados.
Infelizmente as nossas leis protegem esses abusos e, a livre liberdade religiosa, esconde esses absurdos.
Quantos falsos pais-de-santos, pastores, padres e rabinos não existem por aí com as suas “curas”, seus “milagres” e a sua “lábia”?

O Surgimento da Umbanda

As antigas nações africanas cultuavam divindades ligadas à natureza. Cada divindade tinha o seu campo de atuação (vento, chuva, sol, lua, rios, mar, etc.), assim haviam centenas de orixás no panteão africano. Além disso, conheciam de maneira rudimentar as realidades espirituais (a vida pós morte, magias, curas espirituais, etc.), praticavando-as conforme o próprio grau de desenvolvimento.

O escravismo trouxe muitos espíritos de terras africanas (que tinham débitos passados) para as novas colônias, na condição de escravos.

Estes escravos traziam em sua bagagem cultural toda a sua religiosidade.

Grupos de varias nações foram colocados em senzalas comuns, na intenção de enfraquecer qualquer tentativa de fuga ou rebelião, já que as nações tinham dialetos e culturas diferentes. Aos poucos estas nações, foram se entendendo por necessidades comuns. E, aquilo que mais aproximavam umas das outras eram as formas de louvação à natureza, os orixás. Desta fusão de culturas, restaram apenas algumas dezenas de orixás comuns a todas as nações. Práticas religiosas foram sendo criadas ou misturadas para que todas as nações pudessem praticar juntas as suas religiosidades.

Muitos negros morreram devido aos inúmeros conflitos surgidos pela escravidão. Espíritos desencarnavam jurando vinganças. O ódio pelos brancos era cada vez mais aguçado e iniciaram as práticas da chamada magia negra, para vingarem dos seus “senhores”.

Neste mesmo tempo, os brancos tentaram em vão escravizar os indígenas, também. Milhares de índios foram exterminados, engrossando a turma de espíritos vingativos.

Os brancos, com medo dos rituais que surgiam, trataram de colocar a igreja no meio da questão. Então, exigem que os negros deixem de lado os cultos tidos como pagãos em detrimento da santa religião. Como os negros não queriam afastar-se de seus orixás, mas obrigados a cultuarem os santos católicos, criam associações entre os orixás e os santos, na tentativa de conservarem o culto dos orixás, escondidos sob o culto aos santos. Surge aí o sincretismo religioso.

No lado espiritual, a situação é cada vez pior, pois a vingança gerava mais e mais vinganças. Negros prejudicavam brancos, através das feitiçarias, trazendo doenças, desgraças, etc. Os brancos geravam mais ódio e o ciclo era interminável.

Os espíritos de índios também contribuíam com a parcela de magias e vinganças.

Apesar dessa situação, alguns abnegados espíritos, “desciam” em vestimentas de escravos, para tentar elevar o padrão vibratório de seus irmãos. Em sabias e humildes lições, eles passavam conceitos de perdão, resignação e fé no futuro.

Era uma tentativa de abrandar corações e “quebrar” o ciclo vicioso de ódios.

A decretação do fim da escravidão, em todas as colônias, foi uma das maneiras de minimizar as dívidas contraídas.

Apesar disso, o negro liberto continuou com as suas práticas e com ritos distorcidos, já que estavam associados simbioticamente com os seus irmãos desencarnados, alimentando os antigos desafetos.

A aproximação entre brancos, negros e índios, criaram várias formas de culto. Muitas práticas ritualísticas, estavam totalmente distorcidas, distanciadas do verdadeiro sentido de uma religião.

Surgem no final do século dezenove, as chamadas “macumbas” que eram sessões de evocações a espíritos ancestrais e magias negras. Como existia um instrumento de percussão de origem africana, chamado de macumba e o tocador era chamado de macumbeiro, logo associaram o nome “macumba” a estas praticas de contato com o baixo astral.

Nesta mesma época, surge na Franca, sob a “mão” de Allan Kardec, a Doutrina dos Espíritos que é um conjunto de conceitos sobre a realidade espiritual. O Espiritismo surgiu com o claro objetivo de ligar o homem “moderno” a Deus, alavancando-o espiritualmente.

Os espíritos elevados que auxiliam a humanidade, trouxeram esta “boa nova” para as terras do novo continente, com o objetivo de preparar para o porvir o “homem da nova era”.

Apesar da força que o Espiritismo ganha e com o numero crescente de adeptos nas terras brasileiras, não é possível, por várias razões, atingir a massa popular que já estava ligada a cultos fetichistas e de baixa condição vibracional.

Surge então a necessidade de criar condições para quebrar definitivamente o ciclo vicioso de ódio e vingança. Para isso, uma organização de espíritos, sob a aprovação do “Governador Espiritual”, Jesus Cristo, através das próprias práticas aos orixás, cria condições de elevar o padrão vibratório daqueles que ainda se atrasam nas lides espirituais.

Esta organização é formada, também, por antigos espíritos de escravos, índios e brancos, envolvidos anteriormente na criação do ciclo vicioso.


No inicio do século vinte, precisamente em 1908, através de um jovem de 17 anos, chamado Zélio de Moraes, manifesta-se, em plena Federação Espírita do Niterói, um dos espíritos responsáveis pela criação de uma nova religião.

Este espírito se auto denomina de Caboclo das Sete Encruzilhadas e dita as bases da nova religião : a Umbanda. Segundo o Caboclo seria uma religião voltada a Deus, através da prática de caridade e atingia a todos, desde pobres e humildes até os mais abastados.

Proíbe a pratica de magia-negra, o uso de sacrifícios. Determina que os espíritos que irão “baixar” nos aparelhos utilizem-se das roupagens fluídicas de Caboclos, Pais-Velhos e Crianças, além dos Exus.

Simbolicamente os caboclos representam o vigor, os pais-velhos a sabedoria e a humildade e as crianças a pureza.

Como na natureza não há saltos, a Umbanda tem um enorme trabalho.

A primeira etapa é abarcar a tudo e a todos, ou seja, todos aqueles rituais distorcidos seriam extintos e todas as pessoas de todos os povos poderiam adentrar na Umbanda.

A segunda etapa seria unificar as práticas religiosas, no intuito de dar homogeneidade na forma de cultuar a Deus e seus emissários, os Orixás.

A Umbanda não tem, como o Espiritismo, uma codificação escrita. Ela recebeu, devido a todo o tipo de prática e todo o tipo de povo, influências do catolicismo, budismo, cultos afros e do próprio Espiritismo.

Como linhas mestras doutrinárias, a Umbanda tem como fundamentos :

– Crença num Deus Único

– Crença numa hierarquia elevadíssima de espíritos que denominamos de Orixás

– Crença na reencarnação

– Crença na eternidade da alma

– Crença na mediunidade e na comunicação com os espíritos

– Crença na evolução espiritual (e as diferentes classes de espíritos)

– Crença na Lei da Causa e Efeito (ou Lei do Retorno)

Existe uma organizaçãoo hierarquizada na Umbanda. Basicamente a hierarquia está dividida em :

Os Orixás dividem-se em Sete Linhas da Umbanda.

Em razão da fase inicial que a Umbanda se encontra, existe muita confusão sobre os nomes e a quantidade de Orixás, mas, eu considero como principais Oxalá, Oxossi, Ogum, Xangô, Yemanjá, Obaluaiê, Oxum, Yansã, Nanã e Ibeji

Sob esta hierarquia, os espíritos manifestam-se com as formas já mencionadas. Existem “cargos” de chefias de grupos, subgrupos, falanges, sub falanges, etc.

Os espíritos usam aquelas roupagens fluídicas por não haver necessidade de identificação do que foram nas encarnações passadas, “anulam” o individual em detrimento ao coletivo.

Não necessariamente estes espíritos que “baixam” como caboclos, por exemplo, foram silvícolas numa ultima encarnação. Eles usam esta roupagem por serem grandes conhecedores da natureza, mas, podem já terem encarnado em diversos locais do globo.

O que dá a força à Umbanda e ao mesmo tempo a enfraquece é justamente a influência de outros credos e filosofias de cunho religioso. Segue-se uma estrutura comum de crenças, mas não há uma uniformidade na prática umbandista. Esta é uma razão pela qual a Umbanda é tão incompreendida.

Urântia

Urântia (Iurancha), você já ouviu falar sobre esse nome?
Trata-se do nome “oficial” de nosso planeta Terra de acordo com o Livro de Urântia.
Uma obra literária, composta por 197 documentos escritos em Inglês arcaico, traduzido recentemente para mais idiomas e que serve como base ideológica de alguns movimentos religiosos e filosóficos.

Nas suas páginas, o livro refere ter sido compilado por um corpo de seres supra-humanos das mais diversas ordens, o texto fornece uma surpreendente perspectiva das origens, história e destino humanos, constituindo para os seus leitores assiduos uma nova revelação para a humanidade.

A identidade dos autores materiais do livro é desconhecida e nunca foi reclamada, existindo por este motivo muitas teorias a respeito da sua edição e autenticidade. O próprio livro refere que é assim para que nenhum humano possa ser proclamado “profeta” ou admirado de alguma forma por tal obra literária.

Embora seja uma fonte de inspiração e conhecimento para muitos líderes religiosos e instituições estabelecidas, religiosas ou não, não surgiu, até hoje, religião formal de seus ensinamentos. Grupos de estudo, fundações, sociedades, continuam surgindo, pois o livro é uma inspiração a debates para todos aqueles que tomam conhecimento de seu conteúdo. O próprio livro aconselha à não formação de uma religião instituida, referindo que esta deve ser pessoal.

(fonte: Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_de_Ur%C3%A2ntia)

Não cheguei a ler todo o Livro de Urântia (são incríveis 2.199 páginas), mas li muitos e interessantes capítulos tais como :

– A explicação sobre Deus (ou hierarquia Divina ou “divisão” de DEUS em uma hierarquia)
– O Universo Mestre e Os Sete Super Universos (tive que até fazer a representação gráfica abaixo para não me perder no raciocínio da quantidade de universos menores, setores, universos locais, constelações e outras divisões). São 7 trilhões de planetas habitáveis e habitados que existem, segundo a conta que cheguei.

– A Rebelião de Lúcifer e as consequências que afetaram o nosso planeta Urântia que entrou em uma “quarentena” celestial que contribuiu para o nosso “atraso” espiritual até hoje

Você pode baixar o livro no link abaixo:

http://www.urantia.com.br/downloads/arquivo.php?arquivo=o_livro_de_urantia.pdf


A magia trevosa (negativa – nota minha) é basicamente emocional. Só funciona nas vítimas que estiverem na mesma freqüência emocional dos feiticeiros e seus asseclas astrais.

A energia gerada pelas egrégoras trevosas funciona através do ódio, do medo e da sugestão, e o objetivo é sempre a dor e o desespero.

Na verdade, o que todo feiticeiro deseja é a ditadura espiritual e o domínio sobre os outros, através das forças elementais da natureza. O feiticeiro deseja comandar, mas acaba, ele mesmo, sendo um escravo das forças perversas que desencadeia.

O mal vai e vem. A semeadura das ações é livre, mas ninguém deve esquecer-se de que a Lei do Carma é inexorável e regulada por códigos siderais, que estão além do entendimento dos homens.

Se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória.  Quem planta o mal, acaba colhendo espinhos.

Quem planta amor não é bem compreendido no seio de seus irmãos terráqueos, que chafurdam ainda na animalidade, mas é compreendido pela natureza e pelo tempo, que, na devida ocasião, lhes apresentará os frutos harmônicos do bem, pois, quem planta amor colherá, sem dúvida, muito carinho pela eternidade afora.

Que ninguém se esqueça da própria imortalidade e nem dos atributos internos que cada pessoa deve ter.

A melhor maneira de defender-se do mal não é usar nenhum amuleto, círculo mágico ou ritual obscuro, mas sim, usar o talismã do bom pensamento, a magia branca do amor e do perdão, o mantra da boa palavra, a energia do sentimento e, acima de tudo, o ritual de ser uma pessoa equilibrada a todo instante.

Wagner D’Eloi Borges – nascido no Rio de Janeiro em setembro de 1961 – é pesquisador espiritualista, projetor extrafísico, conferencista, consultor da Revista UFO e colaborador de várias outras revistas como, Sexto Sentido, Espiritismo e Ciência, Revista Cristã de Espiritismo, e também do Jornal O Legado.

É escritor – autor de onze livros dentro da temática projetiva e espiritual, dentre eles a série “Viagem Espiritual”, sobre as experiências fora do corpo.

É colunista de vários sites na Internet: Guruweb – http://www.guruweb.com.br, SomosTodosUm – http://www.somostodosum.com.br/ , IPPB: http://www.ippb.org.br, dentre outros.

Projetor-pesquisador, professor, conferencista e escritor.

Ex-colaborador do Prof. Waldo Vieira no extinto Centro da Consciência Contínua e na confecção da primeira edição do tratado Projeciologia: panorama das experiências fora do corpo, de 1986.

Fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB. http://www.ippb.org.br/

É radialista – apresentador do programa “Viagem Espiritual”, na Rádio Mundial de São Paulo – 95.7 FM.

Fonte: Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB. http://www.ippb.org.br/

Você está pronto para entrar num universo de extremo poder?
Esse lugar está dentro de si, na intimidade do seu coração.
O que existe agora na sua vida é o resultado do que vem sentindo e pensando.
Tudo tem início dentro de si.
Esta é a regra para o processo de criar a vida que sempre quis ter.
Existe um pequeno Eu no seu interior.
Ele pode ser seu amigo ou o pior inimigo, tudo vai depender do seu relacionamento com ele.
Trate-o com carinho e paciência.
O tempo é relativo para a Lei da Atração: vai depender de muitos fatores contidos no seu mundo interior, não pode passar por cima de muitos anos de crenças destrutivas.
Porém, é uma estrada milagrosa que começa com o primeiro passo.
“A imaginação é a arma dos poderosos…”
Leis imutáveis:
– O Mundo como você o vê é o reflexo de quem você é.
– A sua aparência física é o resultado do âmago da sua consciência.
– Você se torna aquilo que mais pensa a seu respeito.
– Pela física quântica, as moléculas alteram-se conforme o observador.
Somos os centros criadores e as mensagens que enviamos são as mesmas que estão elaborando as nossas vidas.
Quer amemos ou odiemos alguma coisa, estaremos a atraí-la para a nossa vida (não existe exclusão no universo, apenas inclusão).
Quando estamos felizes com os resultados da vida, é raro prestarmos atenção à nossa vibração interior.
Só percebemos que algo precisa de mudar quando os problemas começam a surgir.
É impossível que alguém que se sente doente encontre a cura.
É improvável que aquele que se sente miserável, enriqueça.
É duvidoso que aquele que se sente só, encontre o amor.
O espírito não consegue perceber quando está doente.
A cura vai acontecendo, passo a passo, na medida em que velhas crenças e hábitos vão sendo substituídos por uma consciência de luz.
Quanto mais alto estivermos vibrando, mais claro será o sinal que estaremos emitindo.
Uma nova consciência não conseguirá coexistir com uma vibração impaciente ou exausta.
Quando estamos sintonizados com o nosso desejo:
o modo como vemos a vida dá um salto em direção à luz;
o espírito sorri para evidências invisíveis, porém reais;
os nossos julgamentos dão lugar a uma liberdade antes ignorada;
as nossas queixas silenciam.
O processo de atrair a realidade desejada é a arte de combinar elementos.
Nós é que fazemos o convite à Mudança!
O universo é receptivo às suas vontades.
Torne-se aquilo que mais deseja.
São os seus julgamentos, a maneira como vê as coisas, que o afastam ou o aproximam da realização de um desejo.
As pessoas com quem se relaciona e o tipo de vida que leva são uma projeção concreta do que imaginou. A consciência é a maior arquiteta do universo.
Tudo gira ao seu redor.
Você é o centro.
“Os seus pensamentos, sentimentos e quadros mentais podem ser chamados eventos externos em gestação, pois de uma forma ou de outra, cada um deles se materializa na realidade física.” (A natureza da realidade pessoal -Seth- por Jane Roberts)
Tem um Desejo?
Imagine…
Sinta…
Acredite…
E é seu.
Se não fosse para ser seu, não existiria o desejo.
É Deus querendo vivê-lo na sua pele.
Toda a conquista requer emoção e vibração.
Para realizar um sonho há que estar em sintonia com ele.
A minha alegria só depende daquilo a que escolho prestar atenção. (Abraham-Hicks)
“Tudo o que somos é resultado dos nossos pensamentos.” (Buddha)
“Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, pode também alcançar.” (William Clement Stone)
“O Universo é baseado na Atração. Tudo é Atração. A maneira como se sente vai dizer-lhe se está a vibrar perto ou longe do seu desejo.” (Esther Hicks)
Decida o que quer!
Pesquise, admire, escreva, construa imagens…
Use a imaginação.
Viva a sua vida como se já tivesse conquistado o que quer.
A isto se chama alinhamento vibracional.
Não se preocupe como conseguirá o seu objetivo!
Esse é um trabalho que cabe unicamente ao Universo.
A sua conexão é dentro do coração, ele mostrar-lhe-á o melhor caminho!
“É dentro de cada um que todas as perguntas são respondidas e todos os sonhos se realizam. Existe aí uma luz que lhe mostra o caminho e que faz acontecer o melhor.
Confie nessa conexão de amor que o move para que tudo dê certo…
E tudo sempre dá, magicamente, certo.”

O Planeta  foi citado pela primeira vez pelo médium Chico Xavier. Também é conhecido como “Planeta higienizador” por Ramatis. Os astrônomos o denominaram como “Planeta X”, a Gnose o chama de “Hercólubus”, “Nibiru” para os babilônios e “Marduk” pelos antigos escritos.

Esse  Planeta  é uma espécie de corpo celeste que está próximo de Plutão, cinco vezes maior do que a Terra, e com o dobro de tamanho. O estudo deste planeta remonta no século XIX. O astrônomo Percival Lowell (1855-1816) explicou através de equações matemáticas que ele estaria próximo de Plutão, e que poderia interferir nas órbitas de Urano e Saturno.
Outros astrônomos entendem que ele está passando pelas órbitas de Marte e Júpiter, além de um cinturão de asteróides, e percorre sua órbita no sentido horário, causando interferências nestes planetas, e podendo até interferir nas órbitas da Terra e da Lua.
Os astrônomos conhecem este planeta desde 1985. Pesquisadores da NASA informaram que ele já foi detectado pelo telescópio de raios infravermelhos presente no satélite IRAS.
Acredita-se que ele influencia a órbita da Terra, por estar posicionado perpendicular ao nosso planeta. Por isso, estariam ocorrendo as alterações nas marés, inundações, furacões, ciclones etc. As órbitas da Terra e também da Lua começariam a ficar desestabilizadas pela influência do Planeta . Segundo o astrônomo chileno Carlos Muniz Ferrado, o Planeta está caminhando para nosso sistema solar.
De qualquer maneira, é difícil traçar a rota deste corpo celeste porque ele estaria caminhando em direção à Terra sem deslocar-se para os lados. Ele teria sido responsável pelo grande dilúvio ocorrido há 13 mil anos, quando passou próximo da órbita da Terra.
Para alguns astrônomos, o Planeta  já teria passado próximo da Terra (na verdade, 11 milhões de quilômetros) na virada do milênio. Baseado na “teoria das perturbações”, descobriu-se a órbita, massa e posição deste planeta, entendendo que sua proximidade “perturbava” a rota dos planetas e na órbita elíptica dos cometas.
Alguns estudiosos como o soviético Vladimir Radziyevski considera o Planeta  como um buraco negro, ainda presente na periferia do nosso sistema planetário provocando perturbações nas órbitas dos cometas e de planetas mais distantes do astro-rei Sol. Segundo seus cálculos, ele colidirá com a Terra em 40 ou 100 anos.

“Que a gente parta do espaço, da sua lei e do seu segredo, deixando-se “enfeitiçar” por ele. Com isto, novamente, está dito muito e não é dito nada, até o momento em que estes conceitos tenham sido sentidos e preenchidos. Que a gente parta da situação do corpo, do ser, do estar em pé, do caminhar e somente no fim do saltar e do dançar. Porque o dar um passo representa um importante acontecimento: e nada menos do que isto, levantar uma mão, mexer um dedo. Que a gente tenha tanto respeito quanto consideração diante de cada ação do corpo humano, de vez que no palco se manifesta este mundo especial da vida, do aparecer, esta segunda realidade, na qual tudo está circundado pelo brilho do mágico”. (Oskar Schlemmer, diário, maio de 1929)

Confundir essas engrenagens protocolares do EGO….essa é a meta.essa metástase castradora,cronogâmica,cornocasta que corrói a mente e o corpo e se embriaga de culpa,de censura,de moralismo púdico-cristäo.eu uso a cruz como martelo para pregar quadros de Dali,,como xaxim de samambaia chorona,como foice para arar a terra e arrancar as ervas daninhas…sim,os filhos da terra säo árvores frondosas,mas que nunca sabem a hora de se abandonar.o desafio está em aprender a deixar de ser árvore!
que os desígneos da vida possam mastigar suas raízes,devorar suas certezas,currar suas verdades e desconstruir a sua fé nesse cristo de madeira oca,crucificado e sem vida.que a árvore possa tombar ao chäo e voltar a ser criança,uma semente que nada sabe,que nada possui,além do desejo e a liberdade pra voar pelas asas do vento,rumo ao desconhecido que tanto te amedronta,mas que te chama,te encanta e te seduz.o sentido da vida é näo ter sentido;esqueça as receitas de bolo,esqueça tudo que lhe disseram para fazer ou acreditar;se esqueça,pois assim vc vai se encontrar.assim deixarás de ser um número de série e conquistarás o teu verdadeiro nome:SER.
“seja um buscador,näo um seguidor”,já dizia Osho.

Miguel Costa