Archive for agosto, 2010


EVOLUÇÃO

Morri no animal, para nascer na planta,
Fui pedra e fui semente:
Brilhei no diamante e no cristal luzente,
E fez em mim seu ninho o pássaro que canta.
Na planta adormeci e despertei um dia
No animal, que move os músculos e anda;
Percorri apressado uma senda sombria,
Vendo indistintamente uma luz noutra banda.
Do animal passei para as formas do homem,
E sendo homem estou muito perto do Anjo.
Só assim chegarei aos círculos que abranjo
Com a Razão, que ainda as Dúvidas consome.
Poderei amanhã flutuar, batendo as asas,
Pela vasta amplidão constelada de céus:
Faísca, que desceu às cinzas e às brasas,
Ascenderei mais tarde à eterna luz, que é Deus!


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Se pudesse,

chamaria todas as árvores e todos os pássaros

para que ouvissem,

conversaria com o Dia e conversaria com a Noite,

e casaria o Sol com a Terra,

e pediria ao mar suas espumas

ao espaço as suas brumas,

às árvores suas flores

ao céu as suas estrelas

para tecer o imenso véu…

E pediria ao mundo um pouco de silêncio

e pediria ao céu que descesse um pouquinho

do céu…

J. G. de Araújo Jorge.


Certas coisas chamam a sua atenção, Mas siga apenas as que capturam seu coração. (Velho Ditado Indígena)

“Mesmo com sofrimentos além dos sofrimentos, a Nação Vermelha se elevará e será uma benção para um mundo doente.
Um mundo cheio de promessas quebradas, egoísmo e separações.
Um mundo ansiando novamente por luz.
Eu vejo um tempo de Sete Gerações quando todas as cores da humanidade se reunirão sob a Árvore Sagrada da Vida e toda a Terra tornar-se-á um círculo novamente.
Nesse dia, haverá aqueles entre os Lakotas que terão conhecimento e compreensão da unidade entre todas as coisas vivas e as crianças brancas virão para estes do meu povo e pedirão por essa Sabedoria.
Eu saúdo a luz em seus olhos, onde habita todo o Universo.
Pois quando você estiver naquele centro, dentro de você mesmo e eu estiver nesse centro dentro de mim mesmo, nós seremos Um.”

Mitakue Oyasin

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência.
O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.
Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se. Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O mestre perguntou:
Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.
Só se você permitir…

Eu estou aqui.

De coração aberto

E mente lúcida.

Meu Pai é o Espaço.

Minha Mãe é a Terra.

E eu honro a ambos.

As estrelas são minhas irmãs.

E as montanhas também.

E a aurora e o crepúsculo.

O dia e a noite são meus professores.

O sol e a lua observam todos os meus atos.

E tudo que vive é meu próximo.

Eu vi a semeadura nos olhos dos meus pais.

E eu sou a colheita deles e de todos os meus ancestrais.

E eu os honro com minha jornada.

Eu estou aqui.

Pela Força da Presença.

Pelo Grande Amor que me faz viver.

Minha história é igual à de todos.

Nem no céu e nem nas campinas.

Mas dentro do coração.

Eu sei que sou vista e conhecida.

Porque a vida tem muitas direções.

E caminhos, planos e seres infinitos.

A Luz me conhece, por inteira.

E só Ela pode dizer algo a meu respeito.

E o seu brilho está em meus olhos.

Eu estou aqui.

Em espírito e verdade, como me foi ensinado.

E não há arrogância em meus propósitos.

Eu emergi da noite dos tempos tristes.

E escalei as escarpas íngremes do meu ego.

Até sair do abismo de minha ignorância.

E forjei meu caráter na dor e nas brumas.

E pedi perdão com sinceridade e abertura.

E continuei a lutar, movendo-me para a Luz.

Então, recuperei minha jornada e meu brilho.

Porque lutei para vencer a mim mesma.

E, finalmente, olhei novamente as estrelas.

E senti que eu era muito conhecida por elas.

E que nunca estivera sozinha realmente.

Porque o meu coração reconhecia novamente a Presença.

Eu estou aqui.

E minha fiadora é a Luz.

Sou estrela e carne na senda.

Outrora, eu achava que era minha.

Mas descobri que meu era só o orgulho.

E minhas tolices e meus medos, e também minha dor.

Ah, eu morri dentro de mim mesma.

E renasci no mesmo instante.

E o meu corpo espiritual resplandeceu.

Deixei o meu corpo na Terra.

E voei nas pradarias extrafísicas.

Junto com os espíritos das brumas.

E, depois, voltei bem consciente das coisas.

E saudei a natureza, as fontes e a floresta.

Abracei as árvores e senti a vida pulsando.

Ah, as escamas de minha ignorância tinham caído.

E eu percebia a Presença em todas as coisas.

Sim, até mesmo dentro do meu coração.

Eu estou aqui.

Com minhas qualidades e meus defeitos.

Contudo, não mais envergonhada de minha senda.

Hoje eu ando com passos firmes.

Porque não é mais a jornada do meu ego.

E eu vejo as marcas que deixo no mundo.

E sei que sou a colheita dos meus ancestrais.

E eu os respeito e amo.

E agradeço.

E honro a Luz da qual faço parte.

Eu estou aqui.

Diante da assembléia dos sábios.

E unida aos meus irmãos de lides espirituais.

E reafirmo o meu compromisso com a Luz.

Porque eu não sou mais minha!

E o meu coração sente um Grande Amor.

E, por onde eu for, que eu semeie estrelas.

E que elas também iluminem a jornada de outros…

Sim, na Terra e além.Pela Luz.

Eu estou aqui.

E sou conhecida, em muitos planos.

E diante de todos, sábios e irmãos de senda,

Eu peço perdão pelas minhas falhas.

E me alegro com as qualidades e vislumbres de algo melhor.

Ah, eu olho essa reunião e percebo a Presença.

No olhar de cada um, dentro e fora do corpo.

E vejo a Luz de um Grande Amor.

Eu estou aqui.

De mente e coração abertos.

Em espírito e verdade; estrela e carne.

Eu sou a colheita dos meus ancestrais.

Tenho qualidades e defeitos, e minha trilha é honrada.

E não há ódio em meus propósitos.

E, por onde eu for, realizarei o meu melhor.

E que, na hora das provas retificadoras, a Espiritualidade me guie.

Porque a colheita que eu sou agora é da Luz.

Eu estou aqui.

Nas lides do mundo, junto com meus irmãos.

E sei que sou conhecida e eles também.

Então, diante da assembléia do Invisível Imanente,

Em espírito e verdade, como me foi ensinado, eu digo:

“É hora de semear estrelas na senda.E que a colheita seja luminosa!”

Eu estou aqui.

E os espíritos das brumas são minhas testemunhas.

E a Luz é minha fiadora e dos meus irmãos também.

Ah, eu estou aqui.

Pela Força da Presença.

E por um Grande Amor.

Orgasmo Feminino

O Cérebro

Os neurocientistas têm devotado grandes esforços para responder ãs questões básicas a respeito dos atos de comer, beber, respirar e se mover; também têm se esforçado para entender como nós percebemos, pensamos, dormimos e lembramos.

Mas e o sexo? Tabus em muitas culturas, censura moral e imaturidade das ciências fisiológicas e psicológicas neste campo têm impedido uma pesquisa a longo prazo referente ao comportamento sexual humano.

Foi somente com os estudos pioneiros dos sexologistas Havellock Ellis e Alfred Kinsey, na primeira metade do século, e posteriormente dos fisiologistas Masters e Virginia Johnshon, que um estudo objetivo da resposta sexual humana começou a se desenvolver.

Hoje, encontramos muitos estudos a respeito dos aspectos embriológicos, genéticos e biológicos do aparato reprodutor, como espermatozóides e óvulos, fertilização, desenvolvimento e nascimento, assim como sobre a anatomia dos órgãos sexuais em ambos os sexos. Também encontramos muitas informações a respeito de aspectos antropológicos, sociais e culturais do comportamento sexual.

Porém, a literatura apresenta poucos estudos sobre a fisiologia da sexualidade humana e de como o cérebro organiza o comportamento sexual. A sexualidade humana está fortemente relacionada ao comportamento reprodutivo, não somente em termos da propagação e sobrevivência das espécies, mas também aos seus mecanismos neurais e fisiológicos. Contudo, a sexualidade não resulta sempre em reprodução, uma vez que é motivada pelo comportamento. O sucesso de completar o ato sexual depende da excitação local e de estímulo físico. Outros comportamentos também são motivados, como o comportamento de alimentação. Entretanto, a diferença entre a motivação sexual e estes instintos primários é enfatizado quando a saciedade é considereda.

Quando um animal faminto ou sedento ingere uma quantidade suficiente de água ou comida, a restauração da energia ou do equilíbrio de fluidos do organismo retorna a um equilíbrio homeostático. A atividade sexual consome as reservas de energia do organismo; o instinto sexual é saciado somente quando a fadiga e a exaustão o superam, mas ele retorna assim que o organismo recupera as reservas energéticas.

Diferenças adicionais e importantes surgem por que a motivação sexual é obtida a partir da sugestão ambiental, enquanto a fome e a sede refletem mudanças internas que estimulam interoceptores.

O comportamento sexual, excitação e motivação ocorrem somente em situações ambientais especiais que providenciem tipos particulares de estimulação sensorial. Alguma quantidade de estimulação vai provocar a motivação sexual, a menos que o organismo esteja fisicamente preparado para a cópula.

A prontidão fisiológica para responder seletivamente a estímulos sexuais é providenciada por mudanças hormonais que afetam tanto mecanismos neurais e não-neurais por todo o corpo. A cópula, como a alimentação, acontece devido a uma combinação de controle nervoso e hormonal.

Muito deste controle é mediado por partes do sistema nervoso dentro do “cérebro visceral”, que filogeneticamente é a parte mais antiga do cérebro humano. Ele é composto pelo hipotálamo, hipófise, sistema límbico, e regiões do mesencéfalo (cérebro central).

Apesar do fato do comportamento sexual humano ser controlado e dirigido por uma das partes mais primitivas do cérebro, ao mesmo tempo ele é fortemente influenciado e modulado pela experiência adquirida, assim como pelo meio social, étnico e cultural, fazendo dele uma mistura única das esferas fisiológica e psicológica. Ainda mais, o que é considerado “normal” e “anormal” no comportamento sexual humano é altamente variável entre culturas e ao longo do tempo.

A Lubrificação da Mulher

A massagem, a irritação ou outros tipos de excitação da região perineal, dos órgãos sexuais e do trato urinário criam sensações sexuais.

O clitóris, clamam alguns adaptacionistas, é um pênis rudimenar que nunca se desenvolveu, do mesmo modo que os lábios vaginais são os testículos que nunca se desenvolveram.

O clitóris é principal órgão sexual envido na excitação local, recebendo, respondendo a, e transmitindo mensagens neurais da estimulação sexual. Ele contém tanto vias neurais aferentes (aquelas que vão até a medula espinhal) quanto eferentes (aquelas que vêm da medula espinhal).

Ao redor da entrada da vagina, e se estendendo até o clitoris, existe um tecido erétil praticamente idêntico ao tecido erétil do pênis. Este tecido é controlado pelos nervos parassimpáticos (os quais controlam o fluxo seletivo de sangue para estas regiões) que passam pelos nervos eretores do plexo sacral para os genitais externos. É admitido que a estimulação andrógena determine o grau de resposta aos estímulos eróticos, isto é, eles causam aumento do clitóris. Na ausência de estimulação andrógena, a capacidade de excitação seria pequena e os estímulos não agiriam para aumentá-la.

Os impulsos simpáticos, por sua vez, se dirigem às glândulas de Bartholin bilateralmente localizadas abaixo dos lábios menores causando a secreção do muco imediatamente para dentro do vestíbulo durante a estimulação sexual. Este muco, é secretado pela própria mucosa vaginal e é responsável pela lubrificação adequada durante o ato sexual.

A excitação sexual local vai para a medula espinhal através do nervo pudendo e do plexo sacral. Após penetrarem na medula, os impulsos são transmitidos ao cérebro.

Esta lubrificação é necessária para promover uma sensação satisfatória e prazerosa de massagem durante o ato sexual, em vez de uma sensação de irritação que poderia ser provocada por uma vagina ressecada.

A Fase de Excitação

Até um tempo relativamente recente, nós sabíamos muito pouco a respeito das respostas fisiológicas sexuais. Masters e Johnsons foram os primeiros a estudar as mudanças fisiológicas durante a estimulação sexual durante a década de 50 e 60.

Sua pesquisa tornou possível uma descrição mais específica dos processos típicos durante o coito. Subsequentemente a estes achados, Kaplan especificou outro estágio anterior ao excitamento referido como “fase do desejo”, que descreve o interesse e prontidão sexual de uma pessoa.

A fase do desejo ocorre depois que um indivíduo vê uma pessoa atraente ou em reação a uma insinuação que a faz pensar em sexo. As fantasias sexuais podem ocorrer na ausência de qualquer insinuação sexual.

Masters e Johnson desenvolveram métodos e equipamentos e usaram medidas fisiológicas para monitorar voluntários adultos envolvidos na atividade sexual. Sua técnica incluía medições simples de partes anatômicas durante diferentes fases da estimulação, eletrodos intrauterinos para medir contrações uterinas, registro eletrocardiográfico para monitorar a taxa e nível das contrações cardíacas, assim como equipamento para medir a respiração e pressão sanguínea. Dados foram coletados durante a masturbação, assim como durante o coito artifical e natural. As propriedades ópticas de pênis de plástico utilizados para o coito artifical permitiram a observação e registro de respostas fisiológicas intravaginais.

Na excitação, o corpo se prepara para a atividade sexual contraindo músculos e aumentando a frequência cardíaca e fluxo sanguíneo no pênis, tornando-o ereto; na mulher, as paredes vaginais se tornam úmidas, a parte interna da vagina se torna alargada e o clítoris aumenta de tamanho.

Alterações genitais: Expansão clitorial e lubrificação vaginal. A tumescência (inchaço) das glândulas é resultado da vasocongestão e sempre acompanha tensão sexual.

Vasocongestão é encontrada em um número de diferentes regiões do corpo, tais como mamilos, pequenos lábios e o clitoris.

Ereção dos mamilos e um leve aumento de seu tamanho é resultado da vasocongestão.

Miotonia também está envolvida.

Aumento no pulso e pressão sanguínea;

Aumento no suprimento sanguíneo à superfície do corpo resultando no aumento da temperatura da pele, respiração rápida, secreção de fluídos, expansão vaginal e aumento geral na tensão muscular.

A Fase de Platô

A fase de platô refere-se a um breve período de tempo antes do orgasmo. Aqui, a respiração se torna mais rápida e os músculos se tornam mais tensos.

O clitoris é exposto. O tecido da vagina se torna mais preenchidp com sangue venoso. A parte mais externa da vagina se contrai e o clitoris se retrai. Os pequenos lábios também estão envolvidos na reação vasocongestiva. Juntos, eles formam a base anatômica para a expressão fisiológica do orgasmo e isso é chamado de plataforma orgásmica.

O útero se torna completamente elevado e se move para tráz em direção à espinha.

A Fase Orgásmica

A fase orgásmica está associada com sentimentos de inevitabilidade de contrações do terço inferior da vagina na mulher.

Expressão facial, face avermelhada, vocalização e ereção dos mamilos durante o orgasmo. A pele e outras áreas ficam ruborizadas porque o hormônio adrenalina dilata os vasos superficiais do corpo;

O coração se acelera para bombear mais sangue aos músculos;

No cérebro, a atividade dos neurônios aumenta;

Nos pumões, a respiração se torna rápida, para oxigenar o sangue, que circula mais depressa.

O orgasmo, também chamado de clímax, é um estado fisiológico de excitação sexual e gratificação, seguida por um relaxamento das tensões sexuais e dos músculos do corpo. É marcado por sentimento de repentino e intenso prazer.

Os orgamos beneficiam as mulheres fisicamente e psicologicamente de muitas maneiras, além de aliviar cólicas menstruais e diminuição do stress. Muitos homens se importam profundamente se as parceiras alcaçam o clímax. Uma relação sexual que não satisfaça ambos, não satisfará o parceiro masculino emocionalmente, não importando quanto prazer físico ele consiga do ato em si.

Para atingir o orgasmo, o sistema nervoso envia ordens ao coração para que os batimentos cardíacos se acelerem.

A adrenalina, despejada pelas glândulas adrenais, é jogada no sangue e dilata as artérias, aumentando o fluxo sanguíneo nos músculos envolvidos nas atividades sexuais. Para uma melhor oxigenação do sangue, os pulmões aumentam o seu trabalho, e a respiração se torna curta e rápida. O suor aumenta, provavelmente para dissipar o calor acumulado do corpo.

O orgasmo é marcado por:

· um sentimento de intenso e repentino prazer;

· um aumento repentino dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea;

· os seios incham, e os mamilos se tornam eretos;

· vasoconstrição generealizada;

· o clitóris fica completamente retirado;

· a vagina é lubrificada;

· o útero se eleva;

· ocorre espasmos dos músculos pélvicos causando contrações vaginais.

· vocalização involuntária também pode acontecer.

O orgasmo dura alguns segundos (normalmente não mais de dez); a estimulação continuada pode produzir orgasmos adicionais na mulher. Após um orgasmo, o homem não responde mais à estimulação sexual e não consegue alcançar outra fase de excitação até que um certo período de tempo passe, mas as mulheres são fisicamente capazes de ter orgasmos repetidos, sem a necessidade do “período de recuperação”, necessário aos homens.

Orgasmo Feminino: Por quê?

O orgasmo feminino ainda permanece um mistério se comparado com o mais frequente e mais facilmente alcançado orgasmo masculino. Em termos de evolução e adaptação, as mulheres não necessitam experenciar o orgasmo de maneira a reproduzir.

Então qual é a função do orgasmo nas mulheres? Teóricos darwinistas, que fizeram tentativas precoces de caracterizar o orgasmo feminino, propuseram que o orgasmo faz com que a mulher permaneça deitada após o sexo, retendo passivamente o esperma e aumentando a probabilidade de concepção.

Outros sugeriram que o orgasmo feminino evoluiu para criar uma ligação mais forte entre parceiros, inspirando nas mulheres sentimentos de intimidade e de confiança entre eles. Alguns argumentaram que o orgasmo cumunica a satisfação sexual e a devoção ao parceiro.

Psicólogos evolutivos têm explorado a proposição de que o orgasmo feminino é uma sofisticada adaptação que permite as mulheres manipularem – mesmo inconscientemente – qual de seus parceiros será permitido fertilizar seus óvulos.

Orgasmos múltiplos em mulheres

Não é segredo que algumas mulheres tenham orgasmos múltiplos – Masters e Johnson documentaram o fenômeno há mais de 20 anos atrás. O orgasmo feminino representa um paradoxo. Enquanto ele é muito mais difícil de ser alcançado do que o orgasmo masculino, quando alcançado, parece ser capaz proporcionar o prazer repetido: o tão chamado orgasmos múltiplos.

Por que, em uma visão adaptacionista, isto ocorre? Por que o prazer feminino não pode ser tão direto e tão imediatamente recopensador como o do homem?

Teorias sugerem que contrações musculares associadas com vários orgasmos empurram com mais eficiência o esperma da vagina para o cérvix, onde há uma melhor posição para encontrar o óvulo.

Pesquisadores descobriram que quando uma mulher alcança o clímax até 45 minutos depois que seu parceiro ejaculou, ela retém significativamente mais esperma do que em sexo não-orgásmico. Quando o orgasmo dela precede o do companheiro por mais do que um minuto, ou quando ela não tem orgasmos, pouco esperma é retido.

A pílula do orgasmo feminino

Pesquisadores na Universidade de New Brunswick, NJ, acreditam que isolaram uma substância química que produz orgasmos em mulheres. Através de experimentos com ratos de laboratório, os pesquisadores determinaram que o cérebro pode receber sinais de resposta sexual por caminho outro que a medula espinhal. Eles descobriram um caminho alternativo através do nervo vago, que vai diretamente do cérvix, através do abdomem e tórax, até o pescoço e tronco cerebral. Mulheres que foram paralisadas e não possuem sensações abaixo da linha do peito, tinham na verdade, a capacidade de alcançar o orgasmo .

Estes experimentos ajudaram o isolamento do peptídeo intestinal vasoativo, que acredita-se ser o neurotransmissor, ou mensageiro químico do sistema nervoso, que causa a sensação de orgasmo no cérebro.

Esta mesma substância química também tem efeito supressor da dor, rivalizando com a morfina, e fazendo dela um dia a fonte natural do alívio da dor . O achado poderia levar a uma pílula que daria a uma pessoa a mesma sensação de orgasmo e poderia ser usada no tratamento da dor.

Fase de Resolução

O retorno é consideravelmente rápido se o orgasmo ocorreu. O tempo médio é de aproximadamente 5 a 10 min. Miotonia e vermelhidão se dissipam rapidamente. O clitoris volta ao seu tamanho e posição normal. As alterações resultantes da vasocongestão desaparecem por completo. O corpo inteiro da mulher está envolvido em sua resposta à estimulação sexual efetiva. Miotonia (contração muscular), vasocongestão e outras reações específicas são observadas em várias regiões do corpo. O orgasmo é frequentemente acompanhado por uma redução geral na acuidade e na aparência da perspiração. A mulher pode responder novamente, imediatamente, e assim experimentar múltiplos orgasmos.

Lilith é referida na Mitologia Cabalística como a primeira mulher do bíblico Adão, criada do pó e em igual condições. Sob protesto de Adão, que não aceitou a equiparação do ser feminino ao ser masculino, ela revoltou-se e abandonou o Éden. Em uma passagem da Cabala (Patai81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido.

Adão foi se queixar ao Todo Poderoso, dizendo: “Soberano do Universo! A mulher que o Senhor me deu foi embora, fugiu.”

Deus então mandou três anjos no encalço dela, dizendo a Adão:

“Se ela concordar em voltar, o que foi feito é bom. Se não, ela deverá permitir que uma centena de seus filhos morram a cada dia.”

Lilith recusou-se a voltar e a partir daí foi demonizada.

De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, com que Ele criou Adão,  recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. (…)

Assim dizia Lilith: “Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.“

Na Bíblia

A palavra ocorre uma única vez, em Isaías 34:14: E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilite pousará ali, e achará lugar de repouso para si.

Obs: Nas traduções recentes da Bíblia a palavra Lilite é substituída por demônio ou bruxa do deserto.

Judit Blair (2009) demonstra que todos as oito criaturas, que são mencionadas, são animais naturais.[1]

No folclore hebreu

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, chegando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.

Assim dizia Lilith: ‘‘Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.’’ Quando reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou que essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher, dessa forma abandonou o Éden.

Três anjos foram enviados em seu encalço, porém ela se recusou a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith Tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar.

Após os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos poucos sua representatividade e foi eliminada do velho testamento. Eva é criada no sexto dia, e depois da solidão de Adão ela é criada novamente, sendo a primeira criação referente na verdade a Lilith no Gênesis.

No período medieval ela era ainda muito citada entre as superstições de camponeses, como deixar um amuleto com o nome dos 3 anjos que a perseguiram para fora do Éden, Sanvi, Sansavi e Samangelaf para que ela não o matasse, assim como acordar o marido que sorrisse durante o sono, pois ele estaria sendo seduzido por Lilith.

A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 A.C.

Ela é também associada a um demônio feminino da noite que originou na antiga Mesopotâmia. Era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie de demônio.

Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Bíblia KJV ou King James Version. Ali está escrito, em Isaías 34:14 que … the screech owl also shall rest there. É preciso salientar, comparativamente, que na renomada versão em língua portuguesa da bíblia, isto é, na tradução de João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que … os animais noturnos ali pousarão, não havendo menção da coruja[1], como é freqüentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).

Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas. A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que vissem Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiu as lendas vampíricas: Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubus quando mulheres e íncubus quando homens, ou simplesmente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas. Mas uma vez possuído por uma súcubus, dificilmente um homem saía com vida.

Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith, como o aperto esmagador sobre o peito, uma vingança por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade de cortar o pênis com a vagina segundo os relatos católicos medievais. Ao mesmo tempo que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.

Pensa-se que o Relevo Burney, um relevo sumério, represente Lilith; muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra e do prazer sexual.

Algumas vezes Lilith é associada com a deusa grega Hécate, “A mulher escarlate”, um demônio que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.

Nos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma notável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais a imagem sensual e sedutora de Lilith (ver a reprodução do quadro Lilith de John Collier, pintada em 1892), e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos, em um contraste radical à sua tradicional imagem demoníaca, noturna, devoradora de crianças, causadora pragas, depravação, homossexualidade e vampirismo (ver texto gnóstico na seção de links externos). Podendo ser citados também os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, Robert Browning, Dante Gabriel Rossetti, John Collier, etc…Lilith também é considerda um dos Arquidemônios símbolo da vaidade.

Brida

O Mago estendeu a mão para Brida, e entregou-lhe uma flor.

– Quando nos conhecemos – e parece que eu sempre conheci você, porque não consigo lembrar como era o mundo antes – mostrei-lhe a Noite Escura. Queria ver como você enfrentava seus próprios limites. Já sabia que estava diante da minha Outra Parte, e esta Outra Parte ia me ensinar tudo que eu precisava aprender – foi para isto que DEUS dividiu o homem e a mulher.

Brida tocava a flor. Era a primeira flor que via em muitos meses. A primavera havia chegado.

– As pessoas dão flores de presente, porque nas flores está o verdadeiro sentido do Amor. Quem tentar possuir uma flor, verá a sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo permanecerá para sempre com ela. Porque ela combina com a tarde, com o pôr-do- sol cheiro de terra molhada e com as nuvens no horizonte.

Brida olhava a flor. O Mago tornou a pegá-la e devolveu para a floresta.

Os olhos de Brida encheram-se de lágrimas. Tinha orgulho de sua Outra Parte.

– Isto a floresta me ensinou. Que você nunca será minha, e por isso terei você para sempre. Você foi a esperança dos meus dias de solidão, a angústia dos meus momentos de dúvida, a certeza dos meus instantes de fé.

“Porque eu sabia que minha Outra Parte ia chegar um dia, me dediquei a aprender a Tradição do Sol. Apenas por ter a certeza de sua existência é que continuei existindo.”

Brida -Paulo Coelho