“Meditação não é algo da mente, é algo além
da mente. E o primeiro passo é alegrar-se com ela. Se você se
alegrar com ela, a mente não poderá destruir a sua meditação. Caso
contrário, ela se transformará em outra busca do ego; ela o tornará muito
sério. Você começará a pensar: “Sou um grande meditador. Sou mais santo do que
as outras pessoas. O mundo todo é apenas profano — sou religioso, sou
virtuoso” Isso é o que tem acontecido aos milhares dos assim chamados santos,
moralistas, puritanos: eles estão simplesmente participando dos jogos do ego — jogos sutis.
Por esse motivo, quero cortar o mal pela raiz.

Divirta-se com a meditação. Ela é uma canção a ser cantada, uma dança a ser dançada.
Encare-a como uma diversão e você ficará surpreso: se puder se divertir com a
meditação, ela se desenvolverá a passos largos. Mas você não tem qualquer
objetivo; está apenas sentindo prazer em ficar sentado em silêncio, apenas
sentindo prazer no próprio ato de se sentar em silêncio. Não que você esteja
ansiando por poderes de iogue, por sidis, ou por milagres. Tudo isso é tolice,
a mesma velha tolice, o mesmo velho jogo, jogado com novas palavras, em um novo
plano…

 

 

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