“Detesto o óbvio!
O comum tira todo e qualquer estímulo, é sem graça, convencional e esperado…
Eu gosto de surpresas, adoro os bons desafios, sobretudo se eles aparecem dentro da mente de algumas pessoas…
AMO aventuras e tenho uma verdadeira repulsa por ‘mesmice’.
Sou extremista, paradoxal, compulsiva e intensa.Vivo controvérsias práticas e tenho total consciência do meu perfeccionismo,indif

​erença e desprezo _ exalto o que amo e ignoro aquilo que não atrai.
…Vivo em busca do equilíbrio mas até hoje, definitivamente, ainda não sei o que significa ‘meio-termo’… Culpa da minha personalidade fortíssima e declaradamente futurista.
Sou individualista. E muito. É terrível ter que assumir tal característica, mas gosto da solitude e da concepção única do meu ser integral. Por este motivo, tenho pouquíssimos amigos [apesar de conhecer tantas pessoas] _ alguns em especial para quem consigo me abrir completamente e revelar aquilo que não assumo nem mesmo para a minha pessoa. Por mais incrível que pareça, sou absolutamente fechada.
Educação para mim é imprescindível, assim como a ética e o bom senso. Pessoas simpáticas são doces e amáveis, mas é importante não confundir simpatia com inconveniência. Tenho horror a determinadas atitudes!
O excêntrico muito me atrai e tal fato se manifesta em todas as minhas atitudes. No entanto, discrição para mim é primordial. Saber conversar com qualquer um mantendo suas reservas é uma arte, e não há nada no mundo que eu ame mais que a arte!
Abomino todo e qualquer tipo de preconceito. Respeitar é fundamental e respeito é uma das grandes palavras no meu dicionário de conduta moral.
Valorizo absurdamente o conhecimento, o estudo e principalmente a sabedoria [esta última de cultivo bem mais difícil, já que não se aprende com os livros. Contudo, admiro de forma grandiosa quem possui tal atributo.].
Depois de muito tempo procurando algum padrão em que pudesse me encaixar, descobri que sou amorfa e posso ser o que quiser, quando quiser. Nada é perene _ exceto a minha eterna mutabilidade. E como eu me sentiria ridícula caso coubesse perfeitamente em uma descrição, grupo ou “tipo social”…
A liberdade é meu escopo constante. E a forma mais fácil de me ver longe é tentar colocar algum tipo de prisão circundando o meu ser. Não sei trabalhar sob pressão, muito menos reconheço limites.
Criatividade é outra palavra-chave na minha vida, por isso faço a mais absoluta questão de criar sempre _ faz bem para o cérebro e para o ego!
Posso parecer arrogante, mas simplesmente não suporto descrições precisas, bonitinhas e ‘politicamente corretas’. Nem sou, apesar de toda a discrição que tento manter, uma pessoa que passa despercebida. Pelo contrário… E não nego que causar impacto é um poderoso excitante nesta minha existência.
Ter coragem para perseguir meus sonhos e enfrentar as situações difíceis é um dos meus esportes favoritos. E sofro com uma hiperatividade intensa, principalmente quando o assunto em questão é a observação dos meus neurônios…
[Pensar enlouquece, está constatado! Mas a burrice limita, amedronta e coloca freios naquilo que deveria correr solto… Indubitavelmente, prefiro a ausência de sanidade!].
Sou, resumidamente, o universo dentro de um pensamento infinito.
E não creio, por fim,que seja seguro pretender me conhecer melhor. Muitos já se perderam _ e eu não tenho a mínima vocação para ser guia…”

Flavia Hering

 

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