Qual é a relação entre a física quântica e a consciência?

Para entendermos essa relação há que primeiro saber –“o que é a mente”, bem como, “o que é consciência” e “o que é um fenómeno quântico”.

A consciência, por definição, é a capacidade que o homem tem de conhecer valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações. Ora, essa definição vai ao encontro do que é o conhecimento.

Será mesmo isso a consciência? A consciência de si?

A física quântica é a teoria científica que descreve os objectos microscópicos, como os átomos, e a sua interacção com a radiação.

E a mente? Sem a mente não seríamos o que somos.

Mas, o que é a mente?

Ao longo da história deparamo-nos com inúmeras figuras que procuraram resposta a esta questão.

Contudo, o Homem na sua ânsia de alcançar respostas, de alcançar uma verdade perfeita, perde-se pelo caminho e depara-se com a armadilha de construir a mais pura mentira e acreditar cegamente nela.

As concepções sobre a mente sofreram alterações. Durante muito tempo associou-se o conceito de mente à dimensão cognitiva do ser humano, ou seja, ao pensamento, ao raciocínio, isto é, correspondia à actividade “consciente”, aparecendo como uma

produção independente dos sentimentos, emoções, desejos. No entanto, a verdade é que nem todos os processos mentais são necessariamente conscientes. A mente humana engloba também a emoção e os sentimentos.

Hoje em dia, e segundo a Psicologia a mente é encarada como um sistema integrador de processos dinâmicos em interacção. Um somatório de componentes ou de estados independentes, uma manifestação total de processos dinâmicos que interagem constantemente de forma complexa.

A mente funciona por momentos de percepção – as coisas são somente a parte física de um pensamento e os pensamentos são a parte mental das coisas. É aqui que se estabelece a relação com a Física Quântica – que comprova que o espaço não tem existência, só existe em função do observador.

Segundo Heinsenberg e o Princípio da Incerteza por ele postulado é impossível medir simultaneamente e com precisão absoluta a posição e a velocidade de uma partícula, isto é, a determinação conjunta do momento e posição de uma partícula.

Em ausência de observação, o objecto expande-se e existe “em mais do que  um lugar na mesma ocasião, da mesma maneira que acontece com uma onda ou uma nuvem, e não menos do que isso”.


Essas conclusões implicam que os objectos quânticos comportam-se de um modo não objectivo, não determinado e não local.

‘‘A trajectória do electrão só aparece quando o observamos’’ Heisenberg.


Como contestar a parte física do mundo?

Nós vemos os objectos, sentimo-los, mas a física comprova que esta solidez … é uma miragem. Assim como a nossa percepção acerca do mundo. Aquilo que nos é dado a conhecer e que fica registado na nossa  “base de dados”. Aquilo que nos mostram, e não aquilo que deveríamos ver.

A matéria é composta por partículas que são a manifestação de energia vibratória no espaço vazio. A matéria é uma ilusão que existe no vazio, mas que é percepcionada como algo coeso.

O átomo, que é a base da matéria, não é uma entidade sólida – é vazio. Um imenso vazio…

Assim, a realidade é percepcionada segundo a perspectiva do observador, das suas necessidades, dos seus desejos da sua subjectividade que por sua vez, foi influenciada pelo meio que o rodeia.

A visão pessoal é um centro reflexo dominada pela acção exterior e pelo funcionamento ardiloso da mente.

O mundo material e o espaço não são uma realidade objectiva, mas uma ilusão criada pelos sentidos que a traduzem numa percepção.

O real deixa assim de ser tudo aquilo que pode ser medido ou sentido. Os sonhos, projecções ilusórias e irreais da própria realidade, ela própria irreal e ilusória. O estado de vigília é assim outro grau de ilusão hipnótica. Sendo assim, a noção de corpo material  perde o sentido no nível quântico.

Há, então, a necessidade de efectuar um re-envolvimento. Uma mudança de sensibilidade, um agregar do sentir. Sentir em consciência de si…

O papel desempenhado pela consciência humana, no que respeita aos fenómenos quânticos, não suscita dúvidas – a onda quântica “materializa-se” em partícula, quando “observada” por uma consciência humana.

O Homem representa todo o Universo e nele está consciente.

Microcosmo é o Universo do ponto de vista pessoal e subjectivo, por oposição ao macrocosmo: ao Universo do ponto de vista colectivo e objectivo. No Homem encontram-se ambos: o universal e o particular. O microcosmo é o mundo do homem consciente de si, e o mundo é a medida do homem.

Quanto mais alto o grau de consciência, (na sua condição delimitada pela realidade material) mais se aproxima da pura transcendência.

A Energia é a força que mantém o todo em movimento contínuo.

É essa Energia que também faz reviver uma alma a encontrar o seu centro natural, verdadeiro e intuitivo.

Energia…

A mente nunca é pacífica. Apresenta-se num turbilhão de pensamentos que se interligam. Os pensamentos são como nuvens no céu que bloqueiam os raios de sol.


A verdade, essa, é uma vastidão extensa azul. Assim, ter um vislumbre do céu é ter um momento de verdade. Tal como as nuvens, os pensamentos vêm e vão. O céu, esse, existe para sempre.


A natureza da mente é estar tensa, em constante actividade, confusa, não clara, no passado ou no futuro…naquilo que não existe. Inversamente, a não mente é paz… é fluir no Aqui e Agora.


No Aqui e Agora…

Texto por:

Helena Pereira

 

 

 

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