JERUSALÉM – O Estado de S.Paulo

Dois mil anos após terem sido escritos e décadas após terem sido encontrados por beduínos em cavernas no Deserto da Judeia, trechos dos célebres Manuscritos do Mar Morto foram publicados ontem na internet pela primeira vez, em uma parceria do Museu de Israel e do Google.

No endereço dss.collections.imj.org.il, pode-se observar cinco manuscritos diferentes. Ao clicar nos versículos, uma pequena janela se abre com a tradução para o inglês. Até 2016, todos os fragmentos conhecidos devem estar online.

Os manuscritos originais estão guardados em um cofre, dentro de um edifício construído especificamente para abrigá-los. O acesso depende de três chaves, um cartão magnético e uma senha secreta.

Especula-se que eles foram escritos por uma seita judaica ascética que se estabeleceu em Qumran, nas margens do Mar Morto. As centenas de manuscritos que sobreviveram, parcialmente ou na íntegra, jogam luz sobre o desenvolvimento da bíblia hebraica e as origens da cristandade. Os cinco exemplares publicados no site estão entre os mais bem conservados. 

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