Um rei injusto perguntou a um santo homem: “O que é melhor do que uma prece?” O santo homem respondeu: “Vossa Majestade ficar dormindo até o meio-dia, para que nesse intervalo não possa afligir os homens”

Dez daroeses podem dormir num tapete, mas dois reis não podem acomodar-se num reino todo

Se vós cortejais o ricos, não procureis contentamento.

O homem religioso que se sente vexado com uma ofensa, não passa ainda de um ribeiro raso.

Ninguém jamais reconheceu a sua própria ignorância, exceto aquele que, enquanto o outro está falando e não acabou de falar, começa a falar.

Se vós tiverdes uma perfeição e setenta falhas, vosso amante discernirá somente essa perfeição.

Não vos apresseis… Aprendei a deliberar. O cavalo árabe galopa a toda velocidade e logo se esgota; o camelo, com o seu passo firme, viaja noite e dia e chega ao fim da sua jornada.

Adquiri o saber, pois nenhuma confiança se pode depositar nas riquezas ou posses… Se um profissional perde sua fortuna ele não precisa lamentar-se, porque os seus conhecimentos constituem uma fonte de riqueza.

A severidade do mestre-escola é mais útil do que a indulgência do pai.

Se a inteligência fosse aniquilada da face da Terra, ninguém poderia dizer “eu sou ignorante”.

A leveza de uma nós é sinal da sua vacuidade.

Sa’di (Musharrit ud-Din ibn Muslih ud-Din Abdala) – Gulistan (Jardim da Rosa) – publicado em 1258

O jardim das rosas


Gulistan (“O Jardim de Rosas”) é uma das principais obras da literatura persa.
Escrito em 1259 E.C., é uma das dua obras primas do poeta persa Sadi, considerado um dos melhores poetas persas medieval.
O Gulistan é uma coleção de poemas e histórias, da mesma forma que um jardim de rosas é uma coleção de rosas. É comumente citado como uma fonte de sabedoria. A entrada do Salão das Nações Unidas tem a seguinte inscrição tirada do Gulistan.Os seres humanos são parte de um todo,
Na criação de uma essência e alma.
Se um membro sofre dor,
Outros membros permanecerão inquietos.
Se você não tiver simpatia pela dor humana,
Você não pode reter o nome de humano.


“Na madrugada…
O Amor batendo na porta que se encontrava fechada!
Toc! Toc! Toc!
– Quem é?
– És tu mesma!
E a porta foi-lhe aberta.”

Jalal-ud-Din Rumi

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