Eu creio que o Deus Manifesto pode ser vivido, nunca compreendido, e vivê-lo é viver o Amor.

Creio que ao experimentar o Amor, estou experimentando de imediato a minha própria essência e Deus em manifestação.

Creio e sei que Deus é Amor, mas o Amor só é quando vivido em liberdade, sem imposições.

Quando no ambiente das relações surgem os “contratos” e as “condições” então já não é mais o Amor e sim um jogo de interesses egoístas fundamentados na insegurança e no desejo de posse.

O Amor não pode ser institucionalizado!

Creio na Liberdade, pois é ela o perfume do Amor. Não a liberdade inventada na solteirice dos bares e bailes, e sim no vínculo, na liberdade vivida junta, em união.

Creio nas relações profundas, vividas em liberdade. O Amor é o céu, mas os entes humanos insistem em transformá-lo numa gaiola, e o prisioneiro não pode ver senão grades, ferros e correntes.

Eu creio na Beleza, e ela acontece no ato da criação, quando o anseio torna-se realização.

Seu nascer é arte, poesia e canção, e o artista é o ser mais próximo da santidade, pois em seu criar deve interromper-se a si mesmo, esvaziar-se do si mesmo, para receber a inspiração e gozar de ser feito enquanto faz, enquanto permite que se faça através dele. E este esvaziar-se permite que se conheça o autor da criação.

Eu creio no Mestre, não como um ser distante em alguma montanha sagrada – e creio que todas as montanhas são sagradas – nem perdido em algum reino encantado de alguma dimensão inacessível. Creio no Mestre que habita o coração, que se revela nos pequenos gestos, no brilho dos olhos, nos seres de paz. Creio na presença do Mestre no abraço amigo, no partir do pão, no consolo dos aflitos, no silêncio da contemplação.

O mestre é o Amor vivido.

Eu creio que quando dois ou mais estão reunidos em nome do Amor, o Mestre aí está.

Creio em Clarividência, que é a habilidade de ver o UM em todos, ter os olhos claros, isto é: ver de verdade, para além das formas, nomes e papéis que desempenhamos no mundo imaginário que inventamos por tédio. Creio que pelo poder da educação do afeto chegaremos a ver o dia do milagre, quando então todos os cegos enxergarão a unidade indiferenciada que permeia a criação.

Eu creio no Espírito, o sopro, a respiração que me faz crer e saber da vida, que a vida existe mesmo na morte, que uma força trabalha aqui alheia a minha vontade, e que esta mesma força me revela a falácia da palavra: controle.

Eu creio no Bem. Sei que existem mais pessoas ansiando pela paz que pela guerra; no entanto isto só será realidade quando abandonarmos os esforços para alcançar a “minha paz” e passarmos a trabalhar pela “nossa paz”.

Eu creio na Amizade, e nela sei que não existem hierarquias. A amizade é um círculo, uma ciranda na qual todos têm igual importância. A pirâmide e os jogos de poder são contrários à amizade e ao Amor. Ao empreendermos uma longa jornada teremos nossa caminhada mais aliviada e feliz se estivermos acompanhados pelos amigos, apoiando-nos mutuamente. Em união vencemos qualquer obstáculo.

Eu creio na Espiritualidade, livre de bandeiras, livre de ritualismos vazios, livre de dogmas e verdades absolutas, livre de mediunismos caricatos e manipuladores, livre de interesses lucrativos e de uso.

Creio numa religiosidade Natural, onde o templo é a natureza e meu coração o meu altar; o silêncio é minha oração e meu Mestre está em tudo e todos . Minha melhor oferta é reverenciá-lo em meus irmãos e em todas as criaturas.

Tudo isto Creio e Sei. Sei que não estou sozinho, pois a canção que toca em meu peito encontra eco em outros corações, e juntos compomos a sinfonia do Amor em favor de tudo que vive.

Vamos cantar a paz, a alegria e o amor. Vamos dançar em celebração de ser tudo o que já buscávamos, de reconhecer que a jornada não tem fim, pois ela é feita enquanto se caminha.

Vamos juntos cantar e dançar a boa nova: o Amor nasceu e não permitiremos que o crucifiquem!

Amém.

Vajrananda(Diógenes Mira)

revisão: Mohiní(Adriana Valverde)

 

 

 

 

 

 

 

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