No Vale da Unidade o peregrino sorve do cálice do Absoluto

e contempla os Manifestantes da Unicidade.

Nesse grau ele rompe os véus da pluralidade,

foge dos mundos da carne e ascende ao céu da unicidade.

Com o ouvido de Deus ele ouve; com os olhos de Deus,

testemunha os mistérios da criação divina.

Ele ingressa no santuário do Amigo e compartilha,

como um amigo íntimo, do pavilhão do Amado.

A mão da verdade ele estende de dentro da manga do Absoluto;

ele revela os segredos do poder.

Não vê em si próprio nem nome, nem fama, nem posição,

mas encontra seu próprio louvor no louvor a Deus.

Em seu próprio nome vê ele o Nome de Deus; para ele,

Todas as canções provêm do Rei, e dele vem cada melodia.

Ele assenta-se no trono de Dize, tudo vem de Deus,

e repousa no tapete de Nenhum poder ou grandeza há, salvo em Deus.

Ele contempla todas as coisas com a vista da unicidade,

e vê os brilhantes raios do sol divino,

que emanam do ponto do alvorecer da Essência,

atingirem igualmente todas as coisas criadas,

e as luzes da singularidade refletirem-se sobre toda a criação.

________________Attar

 

 

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