Dêem, dêem sua esmola de compaixão, a compaixão conduz à ternura, da ternura à caridade o passo é curto.

Dêem, dêem o sentimento tão doce que se chama misericórdia, a misericórdia conduz ao amor, e o amor é o mais rico diamante do escrínio do Criador.

Dêem, hoje como sempre e sempre como hoje, pois as lágrimas correm todos os dias, os corações sangram, as almas sofrem e, frequentemente, se desesperam!

Dêem, dêem sem pesar e bebam com as mãos cheias no tesouro espiritual, nesse tesouro inesgotável que aumenta quando dele se toma.

Dêem, ó meus irmãos, dêem com as duas mãos e de todas as maneiras; dêem o bom conselho, dêem a proteção, quando puderem, dêem o apoio, dêem a instrução espiritual, dêem essa esmola moral que vale mais do que todas as outras, a do coração, a do pensamento!

Dêem, sem muito se perguntarem, se aquele que recebe é digno da sua caridade; lembrem-se de que os frutos da caridade são algumas vezes tardios, que o verdadeiro devotamento não conta sobre o fruto, quando ele planta o caroço ou quando se tira mudas do arvoredo.

Dêem e amem verdadeiramente, quer dizer, com a alma! Elevem seu pensamento acima do nível comum da vida, quer dizer, amem em Deus, como ele e com ele!

Santifiquem sua esmola, unindo-a ao amor que os transporta ao Criador! Toda criação é sua pátria, toda a humanidade terrestre é sua família, generalizem e aumentem, pois, o sentimento do qual eu lhes falo, espalhando-o sobre todos!

Dêem, dêem muito, e muito lhes será devolvido em luz, em inteligência, em felicidade!

Psicografado por Madame Krell a 2 de Novembro de 1874.
Do livro “Reflexos da Vida Espiritual”
M. Krell,1a. Edição, Ed. CELD (2002)

 

 

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