Archive for maio, 2012


Viajantes

Somos todos viajantes de uma jornada
cósmica – poeira de estrelas, girando e dançando
nos torvelinhos e redemoinhos do infinito: a vida é
eterna. Mas suas expressões são efêmeras,
momentâneas, transitórias. Gautama Buda disse
certa vez: “Nossa existência é transitória como
as nuvens do outono. Observar o nascimento e
a morte do ser é como olhar os movimentos da dança.
Uma vida é como o brilho de um relâmpago
no céu, levada pela torrente montanha abaixo.”
Nós paramos um instante para encontrar o outro
para nos conhecermos, para amar e compartilhar.
É um momento precioso, mas transitório. Um
pequeno parêntese na eternidade. Se partilhamos
carinho, sinceridade, amor, criamos abundância e
alegria para todos. Esse momento de amor
é eterno.

 

 

Eros nasceu do Caos, e isto indica que de todo momento caótico pode
nascer a criatividade, a iluminação. O sofrimento em nossa história está ligado de certo modo à iniciação, à mudança da estrutura da consciência, para muitos um salto na maturidade mental que reflete a luz do Espírito.

O amor traz consigo um despertar e um engendrar da alma, de um encontro com a luz do Unidade. Das nossas feridas flui o amor, pois o amor flui mais facilmente na vulnerabilidade, na experiência da frustração que amadurece e na carência que a necessidade impõe de mudança, de transformação, nos obrigando a olhar para dentro e “cuidar-se”, cuidando do outro.

Não há cura, transformação sem a troca, solidariedade, compaixão. O Outro, me diz quem sou, cuidando o outro eu curo minhas feridas. A solidariedade e a comunhão nos libera das correntes da ignorância que nos prende no carma.
O nosso olhar refletido no espelho do outro, que nos leva em direção ao amor, a parceria e a união.

“O despertar da alma é um processo no belo. Isto implica que os critérios da estética – unidade, linha, ritmo, tensão, elegância –
podem ser transposto para a psique, oferecendo-nos um novo conjunto de qualidades para apreciar”, e para trocar. O amor chama a alma, para a
beleza da entrega, da Unidade e da plenitude do viver.

O ser humano iluminado manifesta o Pensador, está envolto num corpo composto de inumeráveis combinações da matéria sutil do plano mental – expressão da Alma divina que alcança os planos intuitivos e búdicos e expande a consciência com a Unidade.

A Personalidade do homem (”eu inferior” ou EGO) é constituída pelas energias dos planos físico, duplo-etérico (onde ficam os chakras, que fazem a ligação entre o físico e o astral), o vital (ou astral) e mental inferior. Em contrapartida, os planos mental superior, intuicional (ou búdico) e espiritual (ou átmico) fornecem as energias e materiais constitutivos da Tríade Espiritual (que chamaremos “eu superior” ).

O que se chama corpo emocional, ou de desejos, está composto de matéria mais densa, e é ela que, no homem pouco desenvolvido, egoísta, ambicioso, apegado ás coisas materiais, ainda, constitui a maior parte de sua aura.

Quando o homem é de tipo grosseiro, seu corpo de desejos está formado da matéria mais densa do mundo astral; sua aura é opaca, as cores são escuras, e os diferentes tons do verde e do vermelho, empanados ou sujos, desempenham o papel mais importante. Segundo a espécie de paixão que se manifesta.(5)

A vontade para o bem, para a solidariedade a conexão com os planos superiores da mente nos libera da escravidão das emoções.

O corpo emocional ou de desejos dá origem a uma segunda espécie de entidades, em sua constituição geral semelhantes às formas de pensamento negativas, escuras, mas limitadas ao mundo astral, e geradas pela mente dominada pela natureza animal.

Estas formas são devidas à atividade da mente inferior, ao exteriorizar-se através do corpo emocional; é a atividade de Kama-Manas segundo a terminologia teosófica, ou a mente dominada pelo desejo.

“Realmente, quantos de nós somos responsáveis pelas dificuldades por que passamos! Quantas vezes, devido a nossa imprudência, atraímos situações que nos causam sofrimento que poderíamos evitar se vivêssemos com maior lucidez espiritual e mental.

Quantas vezes geramos pensamentos de medo, acreditando que somos incapazes de superar determinada situação, nos sentindo cada vez mais fracos. E o que é pior, passamos a usar drogas ou medicamentos na ânsia de acabar com nossa angústia. Isso quando não acreditamos que alguém fez magia negra contra nós ou que estamos sendo obsediados.

Na maioria das vezes, nós mesmos é que somos os culpados. Podemos chamar isso de auto-obsessão. E quando determinada idéia é constante em nossa mente (monoideísmo) acabamos gerando as formas-pensamento. As formas-pensamento irão permanecer em torno do nosso campo mental, “gravitando” ao nosso redor, pois nós as alimentamos com nossa energia, com o nosso medo e com as nossas emoções”. (5)

Elas parecem ter vida própria, mas na verdade obedecem automaticamente a determinados padrões de manifestação, alguns, inclusive, que fazem parte do inconsciente coletivo e estas formas pensamentos são alimento para os espíritos obsessores do mundo astral inferior que são atraídos para a nossa atmosfera pela pestilência da nossa concepção.

A lei da atração nos une com seres vivos e “mortos” que entram em nossa vida e transforma nossa vida um pesadelo, um filme de terror, de dificuldades e limitações.

Quando ficamos com idéias fixas, sentimento de vingança de destruição, quando não conseguimos deter os pensamentos de ódio, pode ser que estamos sendo possuído pelo mundo astral inferior que nos une com espíritos, egregóras, pessoas, situações que envolvam o ódio e a destruição.

“Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. No mais, as egrégoras são esferas (concentrações) de energia comum. Quando várias pessoas tem um mesmo objetivo comum, sua energia se agrupa e se “arranja” numa egrégora. Esse é um conceito místico com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, onde todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo.

“O processo de autoconhecimento é eterno. Trabalhemos sempre nele para que possamos nos libertar da cadeia de sofrimento em que vivemos, o sansara, como diz a sabedoria oriental.

Conheça-te a ti mesmo!’

O momento mais doloroso é aquele que desafia sua
capacidade de suportar o ódio, a humilhação, a tristeza, a perda, a inveja, o fracasso que mobiliza os aspectos sombrios, com suas partes inaceitáveis, irracionais; é uma tarefa difícil e complicada, envolve amadurecimento e compreensão e afeta a auto-imagem, a auto-estima e nos obriga a ser capaz de
abandonar a persona defensiva.

Todos nós Vivemos várias emoções que são experimentadas, tais como a ansiedade, depressão, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa, aumento do desejo sexual e desejo de vingança.
O processo de individuação, o encontro com o eu verdadeiro é um processo que nos leva para a o encontro com a Alma. O resgate do eu projetado e o reconhecimento dos aspectos subdesenvolvidos sombrios deveriam ser assimilados e integrados à consciência para o fortalecimento da personalidade”. (1)

Quando olhamos para nosso “eu” escuro e nos reconhecemos nele, sem
culpa, sem vergonha, então, é possível entrar em contato com a nossa
beleza interior que nos é revelada no outro, em nossas relações.

Reconhecer-se no rosto feio, transfigurado pela dor do abandono,
escuro pelo ódio, pela violência da fúria insana é uma maneira de nos envolver com o amor, de valorizar nosso mundo interno com uma nova compreensão do nosso processo de crescimento.
Precisamos aprender o exercício da tolerância com nossos “pecados” e fraquezas. O juiz interno é aquele que nos julga e pensaliza na vida e morte.
Quando reconhecemos nosso interior escuro, nosso potêncial para a degradação e destruição começamos a compreender os “pecados” dos outros e deixamos o julgamento para a sociedade e para a vida.
A consciência da nossa fragilidade nos liberta da repetição dos nossos transgressões.
Há, clara correlação entre auto-estima rebaixada, e conseqüentemente a sensação de insegurança e, finalmente o ciúme, o ódio, a inveja.
Vivemos debaixo de um vulcão emocional sempre prestes à erupção quando nossas emoções estão imaturas e fragilizadas. A personalidade fica extremamente sensível, vulnerável e muito desconfiada, a auto-estima quando está muito rebaixada, apresenta como defesa um comportamento reativo, impulsivo, egoísta e agressivo.
O processo evolutivo da alma passa por este caminho, aqui é o ponto de entrada para todos os outros níveis de percepção e de consciência.
Quando a humildade toma conta do coração, compreendemos que não
devemos julgar condenar, punir os outros que sofrem a dor da
inconsciência e da separação. Só assim, será possível sentir a
misericórdia e a compaixão pelo outro, que se debate nas garras da sua
escuridão.

Assim, será possível ser livre para assumir os poderes (lições, dons e talentos), inspirar confiança e amor e assumir a direção do nosso destino, fazer escolhas e tomar decisões iluminadas com a luz do Espírito da Divina Presença.
Este é o caminho para o Um, para o Todo.

Quando quebramos velhões padrões de comportamentos que isolam, separam no egoísmo e no individualismo, assumimos o Poder Divino da Chama Eterna em nossos corações.

Percebemos nosso desejo de destruir e neste momento, tomamos consciência da nossa brutalidade e inconsciência. O ódio nasce da frustração, da
tristeza, e da revolta contra a vida, contra si mesmo.

Existem almas que não aceitam a vida como ela é. A nossa criança interior não sabe lidar com a solidão, desamparo, inveja, fúria, com o ódio;

possivelmente houve um momento da nossa vida que perdemos parte da
nossa pureza e inocência. A depressão é o ódio que se volta contra si
mesmo, é uma energia internalizada contra o corpo, contra a vida e
revela-se em sintomas, doenças e atitudes agressivas contra aqueles que amamos.
A culpa e o medo da punição ativam muitos conflitos para todos que
vivem no sangue e na alma a agitação da agressividade e do ódio, que acumularam em vidas passadas.

O inferno mora dentro da nossa mente. E quando reconhecemos que somos perigosos, não sabemos como sair deste labirinto, então começa a liberação.
Seja o Observador , da suas emoções. Sua essência não é a sua raiva…
Muitos vivem o mito do minotauro encarcerado dentro de si mesmo, sem saída.

A inveja nos domina, e a fúria aumenta diante da impotência e do desamparo. O minotauro chora de dor, sua ferida sangra; uiva como um lobo possuído pela solidão – sente ódio, vontade de matar e de morrer; e muitas vezes atrai vítimas para seu mundo para destruí-las. Dizem, que o seu destino é ser o minotauro na vida dos “inocentes e puros de coração”.

Quando o ódio domina a nossa vida, estamos separados da Alma Divina, do Espírito e da unidade. Não há esperança de dias melhores, sabemos no fundo que a adversidade mora dentro da gente, que o nosso maior obstáculo é o nosso jeito de ser. A solidão é avassaladora, e o prazer de destruir, e a morte, substitui o prazer da vida, da união e da fraternidade.

No fundo perdemos nossas referências com o mundo do
belo, da harmonia e união.

Muitos estão vivendo o mito pessoal que direciona o seu destino para
a destruição, para ambientes e pessoas que estão dentro do “filme, da
estória da sua vida” como protagonista, criam cenários e situações onde a violência e o ódio são dominantes.

“Vivemos uma constelação de crenças, sentimentos e imagens organizada em torno de um tema central”. Repetimos nossos padrões de comportamentos, em um círculo vicioso que muda somente o cenário, o lugar e as pessoas envolvidas no tema central.

A nossa carência mergulha em nossos infernos eternos (mente, pensamentos), afeta nossa “loucura”, impulsividade, agressividade e insanidade que nos leva a não suportar a vida como ela é. A dor que sangra na humilhação da carência nos ensina que a humildade nos levará para receber e a dar ajuda, tratamento, e
amparo.

Geralmente muitas pessoas agressivas são guerreiras, líderes, com uma grande capacidade de investir sua energia na vitória, e podem estar no
lugar errado, nunca lhe ouviram ou teve oportunidade de investir esta
energia em uma causa onde pudesse ser reconhecido e consagrado publicamente.

Muitas vezes, a personalidade está revoltada por não ter tido oportunidade na vida, de se tornar uma pessoa melhor; nunca encontrou um continente, uma aceitação incondicional, capaz de transformar e provocar mudanças.

Somos cegos, não percebemos o que admiramos, e temos inveja e raiva do outro, dos seus dons e de tudo que ele é; idealizamos no outro aquilo que possuímos, mas não reconhecemos como nosso. Projetamos no outro, nossas qualidades e nos sentimos inferiores, pobres de espírito, menores, apagados, pobres, carentes, necessitados.

Então, compensamos com a raiva furiosa do onipotente, do arrogante, que traz consigo uma criança ferida, um adolescente atormentado. A raiva é uma manifestação do medo da morte – de matar ou de ser morto…

A raiva que agride sem medidas, sem pensar nas consequências, sinaliza para a falta de limites, da falta da internalização da lei estabelecida (cultura, do social, do pai); que nos ensina a viver com a ética e com respeito ao próximo, com a empatia e compaixão.

Os valores, a medida, a tolerância e aceitação do outro como ele é, são “aprendidos” e internalizados na infância e na adolescência. Se não aprendemos a viver em harmonia com nossos pais, com a nossa comunidade, amigos e cultura, então é muito difícil encontrar um lugar na sociedade, no casamento, em nossas relações sociais, no mundo.

Muito param de lutar, a auto-estima cai e se entregam ao crime, às drogas, à bebida e sentem que o seu destino é a morte, a carência ou a cadeia.

A vida configura nossos papéis, nosso lugar no mundo?!
Nossos pensamentos, nossa personalidade, nosso universo familiar, e
individual tece nosso jeito de ser, nossos padrões e crenças, até que a
consciência possa olhar para o “eu’ com amor, no “eu do outro”.

Enquanto estamos cegos e insensíveis para a realidade do outro,
para a dor do outro, voltados para nossa dor estaremos presos no
espelho cruel do narcisismo que nos mata de fome de amor, não há
relacionamento, troca, afeto com o outro…
O Sentimento de ódio normalmente é um sentimento inaceitável que não nos pertence, e é reativo. Sempre é tido como vindo de fora, causado por outrem, ou projetado em alguém ou algo exterior.

“Se nós praticamos o caminho do meio, ou seja, percebemos que o ódio é nosso – inconsciente, poderemos controlar o próprio ódio, no instante que ele
aflora.”

O caminho do meio é o do observador do ódio, da fúria,
permite que ela venha e vá, como chegou e sabe que tudo é maya, tudo é impermanente; tudo isto que vivemos é o inferno do mundo das emoções e que, apesar de…, o Verdadeiro Eu permanece , no Eu Sou o que Sou.

O caminho do meio ensina que devemos aceitar, abraçar o ódio , sua
dor, com muito amor e, quando ele vier, permita que ele venha e
aceite sua fúria, como observadora. Quem observa é o verdadeiro Eu
Divino, sua Divina Presença, Eu sou, seu Buda interior.

“O ser que reflete sobre seu próprio ser e se sente dividido em duas igualdades. O outro terá sempre o papel psicológico de espelho.

O homem está sendo refletido pelo outro, em qualquer momento da vida. E este espelhamento cria nova oportunidade de auto-reflexão. O homem o mundo estão num eterno diálogo em que um reflete o outro”.

“O episódio do reflexo sintetiza o ato de conhecimento. Narciso
conhece a si mesmo e ao outro, e assim marca a sua diferenciação do mundo”.
mundo”.

AME seu filho para ser amada por ele.
BENDIGA a Deus por tudo que dele recebeu.
CREIA na sublime missão que Deus lhe confiou.
DISPONHA-SE a ajudar seus filhos com bons conselhos.
EDUQUE não só com palavras, mas com o bom exemplo.
FAÇA com amor o dever de cada dia.
GARANTA, cada vez mais, um Mundo Melhor para seus filhos.
HOJE leia a Bíblia com atenção e esperança.
INSPIRE seus filhos a praticar as virtudes.
JUSTIFIQUE seu casamento, amando ainda mais seu esposo.
LEMBRE-SE de orar e ensinar os filhos a conversar cpm Deus
MANTENHA-SE firme nos ensinamentos de Cristo.
NÃO se iluda com as coisas mundanas.
ÓDIO e inveja, mantenha-os longe de seu coração.
PENSE que amanhã será melhor, se hoje você viver bem.
QUEIRA o bem, sem escolher a quem.
REFLITA… para acertar.
SORRIA diante dos problemas.
TIRE os maus costumes de seus filhos.
USE as mãos maternas, somente para acariciar e não para bater.
VENÇA as dificuldades pela fé e pelo otimismo.
ZELE, com carinho todas estas recomendações e descubra o êxito e a felicidade das grandes MÃES.

Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam.
– Pois viva como as flores! Advertiu o mestre.
Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
– Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.

Os vossos chamados erros não são verdadeiros erros, pois são necessários para o vosso crescimento e desenvolvimento.
Naturalmente, recomendamos-vos grande cuidado com esse domínio: por favor, não julguem demasiado severamente nem a vós mesmos nem aos que vos ofenderam.
Há sempre uma razão para erros de julgamento e ações inadequadas, para além do que é refletido pelos vossos estados interiores; esses erros também contribuem para o avanço do vosso desenvolvimento e para o equilíbrio do Karma.
Desejamos que entendam que apenas aqueles que realmente vos amam e compreendem podem permitir-vos que os firam.
Por vezes, na dualidade, é necessário experimentar o sofrimento, a fim de ver para além do vosso estado de consciência atual.
Mas na verdade, para além das fantasias e ilusões da mente, realmente não se fere ninguém.
Especialmente sem que haja um acordo prévio a fim de apagar o que estava enraizado no vosso psiquismo e na vossa história cármica.
O grande livro da vossa vida pessoal está prestes a ser aberto e lido por muitos; como é habitual, aqueles que estão mais próximos de despertar serão os primeiros a ter acesso aos seus próprios registros akásticos, e serão capazes de reativar as suas memórias.
A área dos relacionamentos está também a causar sofrimento a muitos de vós, agora mesmo.
Mais uma vez, é importante compreenderem que na dualidade nada é para sempre. O vosso parceiro/a deve também ter já encontrado, nesta altura, a ressonância com a vossa alma.
E o que é mais importante, deve haver níveis semelhantes de compreensão, de consciência e de integridade nos vossos relacionamentos. De outro modo, a relação não sobreviverá nestes tempos de experiência.
A dualidade é para aprender, portanto compreendam que todas as vossas relações vos trazem alguma coisa.
Compreendam que, apesar de verem de uma certa forma o que parece ser sólido, logo que tiverem recuperado a visão do vosso Ser Superior, ser-vos-á permitido verem-nos à vossa volta.
Enquanto que nesta altura, para muitos de vós, nós nem sequer fazemos parte da decoração, dado o atual nível da vossa consciência, desejamos tranquilizar-vos com a notícia de que, em breve, sereis capazes de ver por detrás do palco da vossa vida diária e não mais vos identificareis com o vosso corpo e com a vossa experiência de vida.
Eu Sou SaLuSa, de Sírius, e desejo assegurar-vos que em breve serão chamados a separar o vosso Eu verdadeiro do eu ordinário.
A dualidade está a chegar ao fim, meus caros, e ainda que para alguns isso traga uma certa quantidade de dificuldades e sofrimento, desejo assegurar-vos da nossa presença entre vós, bem como do nosso profundo Amor.
Canal: Laura Tyco
Tradução: Maria Alpinda

 

Eu não estou aqui para fazer de você um cordeiro.
Você já tem sido cordeiro em demasia.
Eu estou aqui para fazer de você um homem.

Isto não vai ser fácil, mas você tem que começar a se tornar responsável pela sua própria vida.

E uma vez que se torne responsável pela sua própria vida, você começará a crescer, porque não haverá mais sentido em desperdiçar tempo adiando ou esperando.

Ninguém irá ajudá-lo.
Toda espera é inútil, é puro desperdício.
Por isto, se existe algum conflito, vá fundo nele.

Decida alguma coisa.
Somente através de decisões você fica cada vez mais cônscio, somente através de decisões você fica cada vez mais cristalizado, fica mais afiado.

Do contrário a pessoa torna-se apática.
As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um templo para outro; não porque sejam grandes buscadoras, mas porque são incapazes de decidir.

Assim elas ficam pulando de um para outro.
Essa é a maneira delas evitar comprometer-se.

O mesmo acontece com outros relacionamentos humanos: um homem fica pulando de uma mulher para outra, vai mudando.

As pessoas acham que ele é um grande amante; ele não é um amante de jeito algum.

Ele está evitando, está tentando evitar algum envolvimento mais profundo porque com envolvimento mais profundo os problemas precisam ser enfrentados, e ele irá passar por muito sofrimento.

Assim a pessoa simplesmente joga seguro; a pessoa toma a decisão de nunca se envolver profundamente com alguém.

Se você for muito fundo, pode não ser capaz de voltar facilmente.

E se você for muito fundo com alguém, outra pessoa irá fundo com você também; é sempre proporcional.

Se eu for muito fundo com você, a única maneira é permitir que você também vá fundo em mim.

É um dar e receber, é um compartilhar.
Então a pessoa pode ficar enrolada demais e será difícil escapar.

O sofrimento pode ser grande.
Assim as pessoas aprendem como jogar seguro: basta se encontrar superficialmente; um caso de amor do tipo bata e corra.

Antes de ser agarrado, corra.
Isso é o que está acontecendo no mundo moderno.

As pessoas se tornaram tão imaturas, tão infantis; elas estão perdendo toda a maturidade.

A maturidade chega somente quando você está pronto para enfrentar a dor de seu ser; maturidade chega somente quando você está pronto para aceitar o desafio.

E não há um desafio maior que o amor.
Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo.

É muito fácil viver pacificamente sozinho, é muito difícil viver pacificamente com outra pessoa, porque os dois mundos colidem, dois mundos se encontram…

Mundos totalmente diferentes.
Como é que eles são atraídos um pelo outro?
Porque eles são totalmente diferentes, quase opostos, pólos opostos.

É muito difícil ser pacífico num relacionamento, mas esse é o desafio.

Se você fugir disso, fugirá da maturidade.
Se você vai fundo nisso com toda a dor, e assim mesmo continua, então pouco a pouco a dor se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção.

Pouco a pouco, através do conflito, surge a fricção, a cristalização.

Através da luta você fica mais alerta, mais cônscio.
O outro se torna como um espelho.
Você pode ver sua feiúra nele.
O outro provoca sua inconsciência, trazendo-a para a superfície.

Você terá que conhecer todas as partes ocultas de seu ser e o caminho mais fácil é ser espelhado, refletido, num relacionamento.

Mais fácil, digo assim, porque não há outra maneira, mas isso é difícil, árduo, porque você terá que mudar através disso.

Quando você vai para um mestre, um desafio ainda maior se apresenta diante de si, pois terá que decidir e a decisão será por algo desconhecido.

A decisão precisa ser total e absoluta, irreversível.
Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno.

Surgem muitos conflitos.
Mas não continue mudando sempre, porque essa é a maneira de evitar a si próprio.

E você irá permanecer mole, irá permanecer infantil.
A maturidade não acontecerá a você. (…)

Somente o desconhecido deve atraí-lo porque você ainda não o viveu; ainda não andou por esse território.

Mova-se!
Algo de novo pode acontecer por lá.
Sempre decida pelo desconhecido, seja qual for o risco, e você irá crescer continuamente.

Mas, se continuar decidindo pelo conhecido, ficará se movendo repetidamente num círculo com o passado.
Você prosseguirá repetindo-o; você se tornará como um gravador.

Assim, decida.
E quanto mais cedo você o fizer, melhor.
Adiamento é simplesmente estupidez.

Amanhã você terá que decidir também, então porque não hoje?
E você acha que amanhã será mais sábio do que hoje?
Acha que amanhã estará mais vivo que hoje?
Você acha que amanhã estará mais jovem que hoje, mais renovado que hoje?

Amanhã você estará mais velho, sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua esperteza será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a dar sinais e a ficar mais assustado.

Nunca adie para amanhã.
E quem sabe?
Amanhã pode chegar ou pode não chegar.

Se você tem que decidir, é preciso decidir agora mesmo.

Osho

 

Tire a máscara….

Vá lá, por favor, só por hoje… tira a máscara. Não precisas  ser forte o tempo inteiro. Tira a máscara e chora as tuas lágrimas, mostra os teus medos, liberta-te da pressa sôfrega da perfeição. Só por um dia, só enquanto estiveres comigo, tira essa máscara e mostra-me o teu verdadeiro rosto.
Eu entendo! A vida feriu e o mundo pisou. As pessoas foram embora. Ficou o silêncio. Ficou a solidão. Ficou a dor. E tudo o resto desapareceu por entre os desertos da tua vida sem vida. Eu entendo, acredita em mim. Conheço as injustiças. Trato-as todas pelo nome próprio. Todas elas têm a chave para a minha alma. Mas hoje, só hoje, deixa cair a máscara de força, deixa amolecer essa carapaça dura e crua que trazes sempre contigo.
A tua máscara é assim: tem o formato de um sorriso aberto e um brilho de lágrimas nos olhos que ninguém vê. Tem a magia do “está tudo bem” e o oculto da tristeza. E, está descansada, ninguém sabe. Como poderiam? Como poderiam saber que estás de restos quando caminhas firmemente, passo a passo, como quem desfila em paradas de felicidade? Como poderiam saber que estás quebrada se te mostras inteira e exibes as conquistas, deixando-as qual aroma no ar por onde passas? Como poderiam saber que tens a alma negra de dor, se mostras apenas a luz dos teus desejos, sem dizeres que sabes que todos eles são uma ilusão?
Deixa cair a tua máscara. Tira-a do rosto, só por hoje. Não precisas de ser forte a tempo inteiro. As tuas derrotas podem ser choradas. Os teus medos podem ser sofridos. As tuas desilusões podem ser reveladas. Ninguém devia ter de ser forte o tempo todo. Nem mesmo tu, que assumes as responsabilidades do Mundo e as carregas sobre os ombros!
Vá lá, por favor! Estamos sozinhos, por hoje, tu e eu. Deixa cair essa máscara de força. Deixa cair essa noção de que estás bem. Deixa cair as mentiras que contaste a ti mesma para te convenceres de que podias continuar a avançar, apesar das feridas abertas do teu coração. Só por hoje, deixa-te ser emotiva e tonta. Deixa-te chorar até te arderem os olhos e te doer a cabeça. Deixa-te divagar, gritar, soluçar.
A vida. É incrível como consegue entrar por becos e destruir-se a si mesma, sem pedir opiniões. E mais incrível é o entusiasmo com o qual o mundo aplaude e a forma como as pessoas fogem e se escondem nas suas supostas perfeições quando alguém se deixa cair. Sim, eu sei. A vida feriu-te e tu, tão criança na tua alma velha, tão menina no teu coração magoado, precisaste de uma força que não tinhas. Então, usa essa máscara de força. Mas não hoje. Não agora. Não aqui… Poderás sempre ser apenas tu comigo. Porque mesmo com as tuas lágrimas e a tua dor e o teu sofrimento, eu sei que és forte. Forte o suficiente para te levantares da cama a cada manhã e vestires a tua máscara de força. Forte o suficiente para gritares aos ventos que estás bem, mesmo de coração quebrado, sempre que alguém precisa do teu sorriso.
Vá lá. Por hoje, só por hoje, tira a máscara. Porque eu tenho a certeza que também és forte por entre as lágrimas e o sofrimento e essa mágoa que se entranhou na tua pele e que te corre nas veias, em vez de sangue. E tu também precisas de saber. Precisas de saber que, além da máscara, existe força em ti. Precisas de saber que, venha o que vier, hás-de ficar bem…
Então, tira essa máscara de força. Só por hoje… está bem?